A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Jardim, Flores e Blá, Blá, Blá




E é no meio do imprevisto e das impossibilidades que hoje atravesso a porta que dá passagem a liberdade. Eu largando você. Eu fazendo o que devia ter feito há muito tempo. Cansei de estampar esse sorriso falso e cansativo que me deixa no fim do dia com as bochechas paralisadas quando o que mais quero é gritar em um alto falante: Hey mulheres, relaxem, vocês não são as únicas. Eu também me apaixonei por um babaca, inútil, frouxo, covarde, fraco, idiota, bundão, imbecil. É isso. Eu abandonando você. Eu  mandando pro inferno. Eu me livrando de você. Chega de está ao lado de alguém com quem sonhei e que no fim se tornou meu pior pesadelo. Não é racional precisar de uma pessoa tanto quanto precisei de você. Joguei fora meus anos e juventude por um amor falido. Chega de bancar a mulher perfeita e maquiada que você convencido apenas exibe como um homem que possui tudo, mas que não passa de um ser humano com um sorriso perverso e o coração vazio.

Eu não preciso disso. Não preciso ter que conviver com seu egocentrismo. Eu não preciso de você. Não preciso nem sequer dar adeus. Dizem que devemos ser honestos mesmo no fim de uma relação, mas nesse caso eu dispenso olho no olho, lágrimas ensaiadas e o velho pedido pra ficar. Já vi esse filme tantas vezes que decorei todas as falas. Me recuso a continuar vivendo reprises, mereço muito mais. Mereço uma nova história, novos personagens, novas paisagens, uma vida mais colorida do que essa cinzenta que me acorda todas as manhãs. Se tudo que está entre mim e esse novo mundo é a decisão de partir, pois não há mais o que pensar. Já me decidi. Vou embora e desse chão nem a poeira quero levar nos pés, faço questão unicamente de deixar apenas algo pra trás: A casa vazia.

Se a minha presença não foi o suficiente, talvez a ausência preencha melhor o arrependimento que desejo a você quando não mais me encontrar. Ironicamente desejo que você se consuma em solidão nas inúmeras camas de mulheres desconhecidas que acordarão ao seu lado.  Sentirei pena. Mas delas. Você com todos os sentidos e órgãos funcionantes nunca conseguiu enxergar nada além da ponta do seu próprio nariz. Eu cansei de você. Cansei de esperar por mensagens, e-mails, flores, bombons e de receber metade sendo que posso ter o inteiro de outro alguém. Eu definitivamente mereço uma vida nova. Mas sem essa de ir plantar meu jardim, colher flores e blá, blá, blá. Não pretendo usar meu tempo pra ficar em um só lugar esperando flores crescerem quando posso sair em busca de todas as sensações que puder alcançar.  Vou ser feliz e não volto! Até porque querido minha felicidade começa na certeza de que deixar você não me faz ter nada o que lamentar.