A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Meu Novo Namorado = Tati Bernadi

Eu decidi que tô namorando o doutor Greg House, aquele com cara de “adoro sexo mas sou arrogante demais pra fazê-lo” que passa todo dia as oito da noite no canal 43. Menos as sextas. E sábados. E domingos. Como todo péssimo namorado, ele tem mais o que fazer da vida nesses dias. Já que a vida inteira namorei rapazes que não me namoravam e fui namorada de rapazes que jamais namorei, resolvi namorar o House e fim de papo. Comprei um estoque de Vicodim e roupas novas. Tudo pensando nele.

O House pode tudo. Ele pode me dizer que meu cabelo era infinitamente melhor maior e mais claro. Ele pode me dizer que eu fico infinitamente mais bonita com uns cinco quilos a mais. Ele pode reclamar que eu cortei a malhação por de paciência. Ele pode reclamar da queda hormonal e da minha mania de viver caindo. Ele pode rir da minha vontade de escrever novela ou qualquer outra coisa popular que me encha de dinheiro para eu poder escrever livros quieta ouvindo Nina Simone, da minha mania de cantar Maroon 5 e do fato de eu escrever tudo em primeira pessoa porque, de verdade, acho um saco qualquer outra coisa do planeta que não passe aqui por dentro. E o House super passa, em meus sonhos.

Quando vai dando sete e meia da noite (ahhh, a falta do que fazer, já tem uma semana que não aparece um bom freela ou um bom sei lá o quê) tomo meu banho. Passo meus cremes. Coloco uma roupinha pra ele. Me tranco no quarto, no escuro. Vou passar os próximos sessenta minutos vendo vômitos, sangue, paradas cardíacas, berebas purulentas e a famosa “lombar punction”. Mas meu coração não entende nada como desgraça, a não ser a óbvia desgraça do amor.

Todos os dias eu acho que vou morrer. E todos os dias ele descobre mil coisas pra não deixar. Porque quase nunca se morre nas mãos dele. E todos os dias ele me magoa terrivelmente com sua amargura e inteligência. E eu deixo porque não tem nada mais sexy do que gente que te odeia. Namorar quem tá cagando pra você, então, é o auge do sexy. Por isso eu namoro o House.

Nós nunca vamos casar, ele nunca vai conhecer meus pais e eu sei que divido o seu amor com as garotas pagas. Não tem ilusão, não tem meiguices, não tem roupinha rosa com babados. É preto no branco. É sofrimento puro. É o pior namoro do mundo. Mas como diria minha mãe “quando essa menina decide uma coisa…”.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Walk On


And I know it aches

"How your heart it breaks
You can only take so much
Walk on! Walk on!"

[Texto Escrito ao som Walk On da Banda U2]



Clichê: Nada é por acaso, tinha que acontecer.
Fechamos olhos pra tentar tomar importantes decisões, nesse caso uma importante e difícil decisão: Perdoar. Perdão: Palavrinha que mexe e remexe e nunca vem sozinha quando precisamos. Sempre acompanhada de culpas e desculpas. Costumo dizer que a palavrinha desculpa é tão mais fácil. Usada pra qualquer ação que tenha como conseqüências mágoas e dor. Principalmente a dor. Parece mais uma fila de dominós. Se derrubarmos a primeira peça - confiança.

Não há peso e nem mais sinceridade em pedidos de desculpas. É robótico. E fácil. Fácil pra quem pede. Se compararmos as palavras Perdão e Desculpa, preciso dizer qual é a mais forte? Não use desculpas. Isso só torna tudo mais doloroso. Aprenda o significado da palavra perdão, embora muitos não saibam e não possuam essa capacidade. Talvez seja esse o motivo de tamanha dificuldade em usá-la de vez em quando. De vez em sempre Antes de um pedido de perdão coloque-se no lugar da pessoa em questão, pergunte se fosse você? Você perdoaria? Esqueceria? Seria capaz disso? E não adianta dizer que "Eu perdôo, mas não esqueço" Isso não existe!  Se você fechar os olhos e decidir que perdoará, você deverá esquecer, caso contrário, use da mesma sinceridade que teve para consigo e diga que não, no momento você não pode, não consegue. A ausência de sinceridade e presença de sarcasmo nessas horas só consegue machucar ainda mais.

E por favor, por favor não omita os fatos, não espere o tempo passar, não perca esse tempo. Segundos que se passaram jamais voltarão. Se perderes o compasso do tempo o que tiver pra ser resolvido, não será. E o silêncio não é o melhor amigo quando se trata de resolver questões que envolvam vidas e sentimentos que se colocaram à prova. Perdoar da forma que tem que ser não é pra qualquer um, muito menos pra todos. Se você não consegue perdoar, use como pedido de perdão a sua sinceridade. Ela vale muito.

Por aprender/entender o grande e difícil significado do perdão: Não consigo pedir desculpas, mas desculpo porque não esqueço. Eu definitivamente não sei perdoar.  Mas sei ser sincera. Com os outros e comigo mesma.




Meu eterno professor e amigo Fagner Freitas:
Obrigada por trazer minha inspiração.
E um obrigada por fazer com que eu deixe minha total sinceridade nesse texto cujo tema envolvido foi sugerido por você