A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Amanhã


Dizer o que? Sobre o que? Sobre nós? E que nós? Eu poderia criar, escrever, descrever... Página em branco é como um dia que virá... Não dá pra prever o que será escrito, não dá pra prever o que acontecerá em um novo amanhecer. As palavras são batidas, mas o momento em que uma pessoa me disse essa frase: “Nada como um dia após o outro” Fez todo o sentido. Cansei de dormir preocupada com o hoje, com o ontem, com as atitudes que não poderiam ser mudadas, com as palavras impensadas que foram ditas, cansei de dormir com medo do amanhã, com medo do nunca...

Ë só acreditar na paciência, paciência pela espera dos dias que virão... Não sei se com esses dias virão momentos agradáveis, mas o que posso dizer com toda certeza é que não existem apenas momentos bons e uma vida de felicidade completa...Achar a pessoa certa não significa que você será feliz pra sempre! Temos a idéia ao acordar que podemos mudar tudo, mas e quando esse tudo não depende de nós, quando está fora de alcance, como um celular fora da área... Não adianta ligar se a pessoa que está do outro lado não puder atender... Frustração pelo que não depende de nós é desnecessário! Espere. Mesmo que não aconteça nada, não venha nada, não mude nada...

Sente-se. Lembre dos momentos bons. Guarde. Quando você os viveu você estava feliz. Então não se arrependa. Dia bom ou não, o amanhã virá de qualquer jeito. Aceite. Confie que tudo acontece com um propósito, mesmo que não seja o Seu propósito no momento. 




Hoje aqui, amanhã não se sabe, vivo agora antes que o dia acabe 
Neste instante, nunca é tarde,  mal começou e eu já estou com saudade 
Hoje aqui não importa pra onde vamos, vivo agora, não tenho outros planos 
É tão fácil viver sonhando e enquanto isso a vida vai passando... 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

A Blogueira



Nome: Dheysse Lima
Aniversário: 04/02
Idade: 24
Signo: Aquário (Amo meu signo!)
Profissão: Nutricionista apaixonada pela oncologia clínica.

Sonho: Publicar um livro e obter Doutorado em Nutrição Oncológica
Medo: Não me despedir dos amigos que se vão cedo demais.
Qualidade: Humana
Defeito: Falar demais (risos!).
Um Orgulho: Ter tido Câncer aos 17 anos.
Mania: Ter diários
Hobby: Escrever e ouvir música.
Não Vive Sem: Internet
Um Vício: Naruto
Um Amor: Minha família.
Quem Você mais Admira: Minha irmã

Um Show Marcante: Biquini Cavadão
Livro: Trilogia 50 Tons
Filme: Vida Bandida
Série: House
Música: Black Pearl Jam
Disco: A Tempestade
Banda: Legião Urbana em 1º Lugar!
Cantor: Jason Walker/Wilson Sideral/JorgeVercillo/Cláudio Néder/José Augusto/Fábio Jr.
Cantora: Laura Pausini
Dupla: Bruno e Marrone/Victor e Léo
Escritor: Gabito Nunes. Lucas Simões. Hugo Rodrigues. Pe. Fábio de Melo. Daniel Dovolento
Fã de: Barbixas (Comédia!). Improviso! Stund-up!

Primeiro Amor: Nick Carter (Backstreet Boys) - risos!
Um Homem Bonito: Calvin Harris
Eu Casaria Com: Christian Grey.
Uma Data Inesquecível: 12/2009
Lugar Que Gostaria de Conhecer: Grécia
Quem Deixaria em uma Ilha Deserta: Silas Malafaia

Uma Curiosidade: Nem tudo que escrevo é sobre mim
Uma Palavra: Persistência

Uma Frase: Não me dia que o céu é o limite quando há pegadas na lua. 

domingo, 27 de outubro de 2013

Impressa Aline

All good things come to an end.


Era uma vez alguém que não tinha nada a oferecer, mas se doou. Era uma vez alguém interessante, mas insistente em se fazer não ser. Com o tempo ele se perdeu. Existem diferenças nas entrelinhas quando as cartas são postas na mesa. Falta de comunicação faz com que perfeitos momentos se tornem lembranças que não queremos ter. Falta de sinceridade. Mesmo. Daquelas que machucam, que dói. Poupar alguém de viver seu sofrimento não trás felicidade. Ela tinha alegria que o convidava, alegria que há muito havia sido apagado  dos dias daquele moço.

Pessoas mudam. Todos os dias. Em vinte e quatro horas trabalhamos os pensamentos, recalculamos os planos, vemos o que é certo e o que não é. Na manhã seguinte já havia mudado. Já nem sentia mais. Ela era assim. Inconstante. Entendia sobre erros e queria dizer. Perguntas nas horas certas faltaram ou talvez só respostas. Falhou em não deixar claro o nível de relacionamento. Compromisso? Não, não. Nada disso. Tinha ideais bem excêntricos: companhias, amizades e diversão. A noite da terceira vez entregou os pontos. Era só isso. Esperou a oportunidade pra sorrir e contar. Conclusões erradas de quem não anda se importando com o presente a afastou. A prioridade dela desde que chegou é esquecer. É, adivinha só, ela também tem um passado recente a cortando. E a música cura, pelo menos pra ela é assim.

Na quarta vez tinha os braços livres e esse era o plano, mas ele a reencontrou. Gosto parecido dá nisso, certos acordes, muita gente, desvia-se o caminho, já disse não querer ver rostos conhecidos. Liberdade como antes. Vida como antes. Fé como antes. Todas as pessoas possuem DNAs únicos e elas estão espalhadas por aí, cada uma com seu passado, cada uma com sua cruz. Feliz o que reconhece e divide sua dor, sinal de que não está medindo esforços pra recuperar aquilo que um dia lhe foi roubado. Ela tem sede de viver. Durante essa vida é tanta gente surgindo e sumindo repentinamente que pra ela a primeira impressão nunca conta, mas sim a última, a que todos deixam antes de partir.

Hoje a palavra gostar parece ser sinônimo de amar, sorte de quem sabe a diferença. Em resumo, o "se cuida" que ela sempre insiste em dizer se encaixa bem melhor nesse sinônimo. Sorte de quem entende. 

Quando nada mais puder ser feito, esqueça e siga em frente.





sábado, 26 de outubro de 2013

Ligação

Cada hora que passou e as mentiras que contou 
por alguém que talvez deixei de conhecer...
| Nx Zero|



- Alô?
Seriamos dois malucos, quietos e frios?

Charme sem volta e confissões a parte. Volta, foge, finge. Pode me ouvir? Com aquele meio sorriso que me fascina e os olhos verdes que não me juram amor eterno ele nunca se vira, não quer perder tempo com muito, pouco ou quase nada. Volto porque me chama com suas imperfeições, me encontra com suas loucuras e me tenta com suas palavras monossilábicas e imprevisíveis. Então senta. Garçom, por favor duas doses de tequila, sal e limão pra um começo de conversa sobre o que não temos. Vem, me olha, me fala de você sem rodeios, das suas atitudes antes de ser um homem politicamente infeliz, me conta mentiras e eu prometo te fazer sorrir com verdades, a gente pode ficar a noite inteira aqui, vou entender motivos, me fazer de incerta e confessar como imaginei nosso reencontro depois da última desconversa. 

Eu irei te mostrar falhas e incrédulo ao meu discurso você sorrirá pra mim, recolherá suas mentiras e partirá sob a minha visão por entre qualquer porta que esteja aberta. Então primeiramente me ouça e olhe pra você e veja o que você foi e o que você é, alguém que depende das decisões dos outros, custo acreditar que esse sonho  de urnas e puxa sacos é um sonho seu. Um sonho? Ou uma vida sem opções? Responde. Me enfrenta. Aponte meus defeitos e faça com que isso possa esconder os seus. Me deixe ao menos falando sozinha. Me dê algum motivo pra acreditar que você não é quem foi. Seu sorriso me enfraquece, seu abraço só segura o que não toma de uma vez pra si. Talvez você só não possa ser mais quem foi

São compromissos, viagens, sem terra firme, sem lugar pra voltar, reuniões, discussões e essa rotina incansável por quatro anos. O perfeito do imperfeito. Não adianta me punir por suposições absurdas.  Não foi por um servidor do poder Legislativo que me apaixonei, foi por um homem comum, por seu sorriso, olhar e sua capacidade de me fazer sorrir e sentir saudades. Só que agora você já  não é capaz de sentir e nem de despertar isso em alguém. E mesmo me contestando, escute suas palavras. Esse novo você só consegue impressionar seu próprio publico, feito de interesse, fingimento, imaturidade e desconfiança. Me fala? Quem são aqueles em que você pode confiar dentro dessa bolha politica?

Enquanto você se preocupa com os outros eu deixo de me preocupar com você e o seu coração. No fim é apenas isso que você quer. Eu aqui mais uma vez assistindo você se render e eu me agarrar em esperanças apenas pra não partir,  mas nesse momento olho pra nossa única foto juntos, desligo o celular, juro nunca fazer essa ligação e deixo você ir. Seguro as malas e também vou. Serão três meses com toda desesperança no coração, cada chance por você desperdiçada só me faz querer ser forte o suficiente pra não voltar pra todas as mentiras contadas pelo seu olhar quando eles repousam em  mim.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Viva Por Mim

Cada sorriso vai ser pra sempre a melhor lembrança 
Cada olhar a chama acesa pra amar 
Cada abraço o prazer infinito, o som, a nossa dança. 


Quando você chegou na minha vida eu estava tão machucada, prometendo não me envolver e nem acreditar no amor. Quando você me deu a mão e sorriu, fui indiferente a qualquer vestígio de interesse. Seu e-mail como forma de me conhecer não teve resposta. Quando resolvi enfrentar o mundo fora da minha fortaleza a primeira pessoa que encontrei foi você, me esperando. Então sorri. Fui testar seu interesse a base do meu descompromisso com qualquer sentimento. Você me tomou pelos braços, conseguiu  meus sorrisos ainda que tristes, não foi como os outros, não apenas me viu. Você me sentiu, me leu, me interpretou. 

Você estava decidido a lutar e lutou com minhas regras, com meu desapego, com minha ausência, com as respostas das mensagens que nunca enviava, com o tempo. Contra mim. Com todo cuidado conseguiu abraços de despedidas nas poucas saídas para as quais eu dizia sim. Com toda manha fingia aceitar minhas condições de um relacionamento duvidoso. E era apenas o que eu tinha a oferecer por sua companhia.
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Quando você me deixou não por vontade, mas porque devia ser feito, eu aceitei. Quando chorei no seu colo por sua partida você me consolou e me prometeu reencontros. E cumpriu sua palavra. Um ano depois estávamos juntos. Quilômetros de viagem por um dia. E você me amou. Me amou de um jeito que hoje quando fecho os olhos ainda consigo sentir. E esse foi nosso fim. Quando te deixei naquele aeroporto todas as partes de mim não aceitavam perder você, todas elas sabiam que era  última vez que nos veríamos. Com minha inteira dificuldade em expor sentimentos eu resumi todo nosso tempo juntos em três palavras: Eu Te Amo. E então fui embora. E nunca mais vi você.

Você sempre terá uma parte de mim. A outra teve que continuar sem você. Amores ainda virão, mas nenhum será inesquecível e marcante como você e tudo que você me deu. A única lágrima que vi em seus olhos na última vez só mostra o quanto foi difícil pra você me deixar também.

Você conseguiu viver sem mim, mas eu, as vezes tomo consciência que inconscientemente ainda espero por você quando lembro da promessa que te fiz um dia:  - Não importa com quem eu esteja, quando você voltar pra mim eu volto pra você.

Alguém pode me dizer se vou te encontrar outra vez
Será que alguém pode me fazer voltar
Sei que a porta sempre vai estar aberta pra nós
Pra quando eu entrar em seus sonhos, poder te encontrar
Lembra, eu sempre disse que tudo ficaria bem
Eu sei que não mais estou aí
Então viva Viva por mim
| Victor e Léo | 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Separação

Por que a vida fez isso pra sempre com nós dois?
Encontros, destinos sem razão
E os finais felizes vem e vão...
| Quando Acabou - Quimica |




- Já pegou as chaves? 
E eu digo pra mim mesma que esse é o certo a fazer, apago as luzes, sei que hoje o lugar tão caloroso que me acolhia em dias de inverno só ficará cada vez mais frio. Nosso relacionamento tão leve se encheu de indiferença, desamor e discussões.

- Peguei.
Ela precisa de tempo, de mais tempo. E não importa qualquer coisa que eu diga, ela está decidida. Não há lágrimas, não há vestígios de que essa vez será só mais uma vez. Ela só precisa de tempo. As horas que eu pedi por um jantar, as horas que a convidei pra um cinema, as horas a chamava pra comemorar nosso terceiro ano de namoro. E ela sempre ocupada com o trabalho e os estudos.

- Posso mandar amanhã o que você deixar aqui?
Por que ele não fala nada? Fica andando de um lado pro outro arrumando as malas aceitando o fim. Antes todas as nossas brigas de casal terminavam com nossos sorrisos sabendo o quanto éramos bobos. Ainda lembro do dia que o conheci, um boa tarde seguido de um prazer em conhecê-la. A partir daquele momento eu sabia que tinha encontrado o dono dos meus sonhos. 

- Não é necessário, vou levar tudo que preciso.
Me pergunto se a fiz feliz. Ela ainda me tem com seus imãs nos dedos, olhar pra ela faz sentir com que todo meu corpo fosse puxado por suas mãos, eu me seguro por sua fortaleza. Não quis chegar até aqui andando de um lado pro outro, escolhendo quais objetos não levar pra não ter que lembrar a felicidades dos dias guardados por toda a parte.

- Quando sair pode fechar a porta?
Eu sinto minha vida saindo por aquela porta. Eu sinto, mas já não posso impedi-lo, ele parado olhando pra mim como se eu pudesse mudar os últimos meses insuportáveis me deixa inquieta, eu me sinto insegura, eu seguraria ele se isso fosse o que ele realmente quisesse. Mas seria apenas um adiamento do fim. Já não somos opostos que se atraem, somos iguais. Me vejo nele.

- Você faz isso. Eu só preciso ir agora.
Em silêncio olho pra ela, não há nada ali, Nenhuma emoção. Nem vida. Nada que a fizesse levantar e segurar meus braços, não precisaria me implorar pra ficar, nada disso, apenas que me desse tempo, seu tempo precioso, perdido e tão preenchido.

Apesar de tudo quando a observo paralisado do jeito que estou, com a mão segurando a porta é quando mais me vejo nela, é quando mais me sinto ali... E sei, tenho certeza. Ainda a amaria por toda uma vida. Ainda seria toda a sua felicidade. Ela me pergunta se posso fechar a porta ao sair, mas não posso. Dessa vez me recuso a encenar o nosso fim.

Dheysse Lima



Era ruim com ela, era pior sem ela. Um paradoxo que gritava decibéis tão baixos que me perfurava os tímpanos. Não tinha salvação mais, então me rendi. Porque perto dela era como se meu coração fosse penetrado por mil agulhas molhadas no álcool, mas longe dela era como se tivesse arrancando tudo, só o buraco. Longe dela eu não era mais nada.

— Jorge, 01 de Outubro