A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

domingo, 27 de outubro de 2013

Impressa Aline

All good things come to an end.


Era uma vez alguém que não tinha nada a oferecer, mas se doou. Era uma vez alguém interessante, mas insistente em se fazer não ser. Com o tempo ele se perdeu. Existem diferenças nas entrelinhas quando as cartas são postas na mesa. Falta de comunicação faz com que perfeitos momentos se tornem lembranças que não queremos ter. Falta de sinceridade. Mesmo. Daquelas que machucam, que dói. Poupar alguém de viver seu sofrimento não trás felicidade. Ela tinha alegria que o convidava, alegria que há muito havia sido apagado  dos dias daquele moço.

Pessoas mudam. Todos os dias. Em vinte e quatro horas trabalhamos os pensamentos, recalculamos os planos, vemos o que é certo e o que não é. Na manhã seguinte já havia mudado. Já nem sentia mais. Ela era assim. Inconstante. Entendia sobre erros e queria dizer. Perguntas nas horas certas faltaram ou talvez só respostas. Falhou em não deixar claro o nível de relacionamento. Compromisso? Não, não. Nada disso. Tinha ideais bem excêntricos: companhias, amizades e diversão. A noite da terceira vez entregou os pontos. Era só isso. Esperou a oportunidade pra sorrir e contar. Conclusões erradas de quem não anda se importando com o presente a afastou. A prioridade dela desde que chegou é esquecer. É, adivinha só, ela também tem um passado recente a cortando. E a música cura, pelo menos pra ela é assim.

Na quarta vez tinha os braços livres e esse era o plano, mas ele a reencontrou. Gosto parecido dá nisso, certos acordes, muita gente, desvia-se o caminho, já disse não querer ver rostos conhecidos. Liberdade como antes. Vida como antes. Fé como antes. Todas as pessoas possuem DNAs únicos e elas estão espalhadas por aí, cada uma com seu passado, cada uma com sua cruz. Feliz o que reconhece e divide sua dor, sinal de que não está medindo esforços pra recuperar aquilo que um dia lhe foi roubado. Ela tem sede de viver. Durante essa vida é tanta gente surgindo e sumindo repentinamente que pra ela a primeira impressão nunca conta, mas sim a última, a que todos deixam antes de partir.

Hoje a palavra gostar parece ser sinônimo de amar, sorte de quem sabe a diferença. Em resumo, o "se cuida" que ela sempre insiste em dizer se encaixa bem melhor nesse sinônimo. Sorte de quem entende. 

Quando nada mais puder ser feito, esqueça e siga em frente.