A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Descumprindo Promessas

Você aí, que chegou sem querer e sem que eu quisesse... Que chegou sem pedir licença e saiu sem dizer tchau... Que tanto fez-se presente, mesmo que virtualmente, e cuja presença permanece, ainda que inconsistente...Você, a quem eu só queria esquecer, mas que, quanto mais eu tento esquecer, mais faço ter motivo pra lembrar... Você, que me exigia motivos, enquanto eu só via possibilidades... Você, que me estampava sorrisos, quando na verdade mais razoáveis pareciam as lágrimas... Você, que me restabeleceu o equilíbrio e me fez sonhar sem dormir... Você, que depois me tirou o equilíbrio e me trouxe de volta à realidade... Eu não precisava dar mil razões para que tivesse certeza de que vc poderia ser amado por mim... Ou melhor, não poderia. Mas era.

Ei você, que sabe bem quem é, mas que não vai saber que, mais uma vez, descumpri a promessa que fiz... A promessa que fiz pra mim, não pra você. A promessa de não mais escrever. Não mais escrever pra você. Agora, só pra mim. Ainda precisa perguntar por quê?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Entre Dor e Nada. O Que Você Prefere?

Entre a dor e o nada o que você prefere?

Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado. Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração. Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente. Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível. Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...

Não há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o “nada”. E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez.

Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar. Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo. Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração. Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros. Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vou doer de novo e sobretudo, vou amar mais uma vez. E não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado

Fonte: artigo de Rosana Braga http://www.rosanabraga.com.br/