A Lunática

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O que pensa um coração os gestos raramente confessam


1 
Amor e suas premissas O amor sobrevive a tudo quando existe respeito. Quem não respeita seu relacionamento não valoriza a si próprio e não tem condições de fazê-lo por ninguém. Quando o respeito é o principal indicador de caráter, nem dinheiro, nem amigos de copo, nem redes sociais e/ou circunstancias facilitadoras serão pontes para desconfiança e infidelidade. Amor é vida, o respeito é gêneses, o companheirismo é a força. E a fidelidade? segundo Johann Goethe: “É o esforço de uma alma nobre para igualar-se a outra maior que ela”. Suportar o contrário é falta de amor próprio. 
2 
Das coisas que dessa vida nunca compreendi é a disposição que uma pessoa tem de ser gentil quando machuca o outro. Será medo de que naquele momento a lei do retorno lhe bata a porta? Será uma forma covarde de ter o que quer nas mãos se convencendo que tudo lhe será sempre do mesmo jeito como e quando lhe for conveniente? Ou na mais otimista e romântica das hipóteses: Será sua forma de arrependimento? (...) Ele a teria em sua mais plena beleza se toda essa doçura não fosse para maquiar o amargor de seus maus feitos. De uma coisa tenho certeza: Da mesma forma que você se esforça em ser os melhores motivos que o outro precisa para ficar, este também precisa provar que tem outros milhões de motivos equivalentes para que ali seu coração e alma permaneçam. Daí nasce um paraíso. 
3 
Indagou-me: É só sorrisos com Maria, Pedro, Fátima, Rita, Ana e por que para comigo o mal humor te domina a face? Simples. Não são eles o motivo de minha apatia. E digo mais: Se queres de mim um lindo panorama ofereça-me sua melhor paisagem!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um Milhão de Razões


Não foi o cara que foi embora sem eu ter dito o que sentia. Não foi o cara que me fez de distração por algum tempo. Não foi o cara que nunca me assumiu. Nem aquele por quem me apaixonei por admiração. Também teve aquele por quem pensei estar apaixonada. Depois aquele que terminou por telefone a mais bonita relação. A princípio eu jurava que o penúltimo faria com que acontecesse, mas não. Nenhum deles foi capaz de fazer acontecer. Então você veio. Tecnicamente você já estava aqui. Do meu lado. O tempo todo. Nunca pensei muito na gente. Nunca desenvolvi sentimentos, nem quando começamos a brincar de se beijar por aí sem compromisso e apenas por mera diversão. E tesão. Entretenimento. Meus melhores sorrisos eram com você. As vezes até de você. Pra você. Bom humor não se encontra muito nas pessoas hoje em dia. Me encantei.

Eu desmontei, entre a terceira ou quarta vez, não lembro bem. Me importei com a história que não me envolvia, me importei demais com aquela conversa sobre alguém que adivinha? Mexeu comigo. Os pensamentos sobre você. Sobre não ter você ou sua companhia. De repente me senti tão capaz de me doar e fazer alguém feliz. Fazer você feliz. Senti vontade de segurar sua mão e criar recordações bobas de casais. Estraguei tudo. Tentei mostrar de um jeito tão torto que nem eu compreendi. Desastre define bem. Eu sinto muito. Sinto demais. Sinto as expectativas, a confusão e o teu silêncio que grita mais do que qualquer palavra que você poderia dizer. Não culpo você. É difícil enxergar o que é nítido quando a luz do passado cega a gente. Não culpo você, esquecimento é um processo lento, doloroso, árduo, não, não é fácil desapegar das lembranças de alguém importante. O que mais queremos durante esse tempo é não querer ninguém. Sei como é. 

Todos os últimos caras quando se foram deixaram algum tipo de mágoa ou dor e inúmeros arrependimentos. Meus. Mesmo assim não aprendi nada, nem a desenvolver amor próprio. Repeti os antigos erros. Primeiro com o cara que foi embora sem eu ter dito o que sentia. Segundo com o cara que me fez de distração por algum tempo e assim por diante. Então chegou sua vez. O cara por quem eu não dava sequer a possibilidade de sentir o menor dos sentimentos. Olha só, pra você ver. O maior dos sentimento está aqui sorrindo por tê-lo subestimado. Eu sorrir e de repente tudo aconteceu. O mundo abriu as portas e eu arrumei as malas. Não pra fugir. Pra me aventurar. Na minha despedida eu pensei em escrever a letra daquela nossa música e presentear você junto com a devolução da sua blusa. Disse não pra esse pensamento. Um não satisfatório. Um não ausente de qualquer dúvida. Juntei o um milhão de razões que você me deu pra gente não se envolver mais o um milhão de razões que você me deu pra finalmente desistir. Fui embora.

Quis contar pra você o quanto esses dias estão sendo incríveis. O quanto aquele estudo tem dado certo. O quanto tô empolgada com os ensaios do meu próprio repertório. Optei pelo silêncio.  Te vi de longe pela última vez. Não teve fim. Não tivemos nem começo. Jurava que o penúltimo carinha faria com que acontecesse, mas ele não foi capaz e aí você chegou e fez acontecer. Você me fez amadurecer. Eu aceitei. E precisei repetir algumas vezes pra poder me ouvir. Eu aceitei e essa aceitação foi simples, de uma facilidade, sem esforço, sem arrependimento do que sinto. Sem raiva ou tristeza. Eu aceitei a decisão de não .mais procurar por você. Não mais pedir por você. Não mais ver você. Eu aceitei. Tracei novas metas e mudei. Dois meses depois e ainda não sinto nenhuma vontade de voltar atrás. Você me deu um milhão de razões pra te esquecer enquanto eu só queria uma boa razão pra permanecer. Eu mudei e descobri que depois do amor próprio ocupar o coração não sobra muito espaço pra quem não se faz caber. 


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Foi Preciso Você Chegar



Tá na hora de assumir. De arrumar essa bagunça toda que faço na tua vida, de bater na tua porta sem estar etílica. Tá na hora de acreditar nesse sentimento bonito que faz teu cheiro impregnar no meu corpo, que faz teu beijo ser o melhor de todos, que faz com que o encaixe das suas pernas sob as minhas seja a mais sensata das companhias entre o teu sorriso torto e o teu jeito sério de me provocar. Te contei não moço? Ainda que eu saia cedo demais faço questão de acordar primeiro e ficar te olhando dormir, adoro a sensação de entrelaçar meus dedos nos seus cabelos sem que você veja. É nesse momento que a dúvida de ficar ou fugir me arrebata tristemente porque a vontade que tenho é de não ir. A vontade que tenho é de voltar, tirar os sapatos, me aninhar em seus braços e ser feliz. Mas acho que cê já me conhece, tenho um medo terrível de você não corresponder e não mais me querer ali quando despertar pra sua realidade que envolve aquela ideia maluca de não se entregar.

Não é errado, não é? Desaparecer? É que nunca sei o que fazer quando sinto o auto controle escorregando. Contenho o desejo, minto descaradamente, disfarço por trás de um sorriso idiota, sabe que sou meio blá pra essas coisas, não sei lhe dar com a parte vulnerável da minha mente e do meu coração quando você tá todo aí se espalhando aqui sem se dar conta que a coragem que a bebida me concede é a coragem que me falta pra te encarar no dia seguinte sem parecer inclinada o suficiente pra você me afastar. Eu sei moço, você nunca me diz não, mas como tudo tem sua primeira vez, acho conveniente permanecer quietinha quando estou sóbria sem o teu sorriso torto e tua cara de sono me fazendo lembrar o quanto cê me faz bem ou o quanto gosto de me intrometer nos teus planos da meia-noite aparecendo do nada e te roubando pra mim. Eu jamais vou cansar de te roubar por aí. 

Essas coisas malucas acontecem. Culpa da tequila moço, agora esses pensamentos não vão embora e o silêncio que não incomodava antes está na ponta dos dedos esperando ser quebrado. Daí penso, repenso, invento, dou a volta no mundo. Não há criação ou distração que ocupe o espaço que você tá insistentemente preenchendo e isso é um saco, sabe? Então tô decidida, tá na hora, só não me sinto pronta. Ninguém parece pronto pra saltar sem paraquedas ou sem certeza de que alguém vai nos segurar lá em baixo. E daqui de cima a vista tá ficando meio turva moço. Esquece. Não sei o nome disso não. Não é amor. Nem paixão. Nem mãos dadas. É só uma vontade imensa de permanecer. Não como intrusa, mas como convidada. Não quero ter que juntar minhas coisas e sair cedo. Eu quero ficar. Se pra você é importante e se houver próxima vez me segura. Não me deixa ir. E se eu for, me pede pra voltar? O único risco que corremos é de não dar em nada, mas isso não te assusta, assusta?



domingo, 1 de janeiro de 2017

Vambora 2017




2016 foi tipo uma montanha russa, aquela euforia de subir, subir, subir e no auge da alegria e felicidade despencar lá de cima com aqueles gritos histéricos que a gente solta quando acha que vai morrer, mas incrivelmente não morre. Ao contrário, a sensação é de que estamos mais vivos do que nunca e prontos pra embarcar novamente. Em 2016 testei todos os brinquedos perigosos e me joguei de cabeça nos esportes radicais – figuradamente claro. Minhas emoções oscilaram tanto que cambaleei, desestabilizei, mas descobri um super talento de equilibrista. Agora sei que é preciso bem mais que trapézios ou cordas de aço pra atrapalharem meus malabarismos e despertarem o medo de arriscar. E como arrisquei. E como enlouqueci, no entanto, essa loucura me rendeu inspiração quase que infinita pra escrever textos, textos e mais textos. Alguns deles nunca cheguei a publicar de tão obscuros. Outros expuseram dor e tristeza, assim como os estágios da superação que envolveu a chegada de pessoas surreais de tão especiais que mudaram o meu astral e tudo ao redor. 

Em 2016 fui nutricionista, escritora, cantora, fiz duetos e solos por aí pra muita gente e pra ninguém. Em 2016 não dei a cara a tapa, mas foi o que levei da vida. Os tapas marcaram, doeram, arderam e me ensinaram a ser menos fraca e vulnerável, porém não insensível, aqui dentro teve lágrimas suficientes pra cenas de emoção, takes de medo e um capítulo inteiro de saudades e despedidas. Quantas despedidas. Eu chorei. E vivi. Vivi intensamente. Girei, saltitei, tropecei nas pedras, caí, levantei, me sacudi toda naquela turbulência, mas sabe? Foi assim, desse jeito, com todos esses movimentos bruscos que aprendi a dançar qualquer música, inclusive a que o meu cupido embriagado resolveu tocar quando acertou flechas tortas nos alvos incertos ferrando com meu amor próprio. Então redescobri o amor. O refiz juntando as roupas, os sapatos, a maquiagem, indo compartilhar novas paisagens, respirando novos ares, vendo e sentindo de perto diferentes formas do que pode fazer alguém sorrir. 

No último mês de 2016 limpei a lama dos pés e aproveitei pra me livrar de todo o atraso, não pretendo partir com caneta nas mãos e 365 páginas em branco e escrever sobre as mesmas pessoas dispensáveis. Não. Não mesmo. Tenho planos de independência afetiva. E já comecei. Esse desapego é  motivador. A sensação de liberdade de poder deixar pra trás vícios me torna dona do meu próprio amanhã, de ser mais eu, de adorar o reflexo no espelho seja arrumada com camiseta e calça jeans ou no melhor vestido vermelho. Pra 2017 muita fé. Fé pro que não espero. Fé pro que não planejo. Fé pro total desconhecimento do que quero. Fé pra encarar de peito aberto o que vier pelo caminho e que neste não me falte a crença severa e permanente de que tô pronta pra dar a cara a tapa. Afinal, só damos a cara pro tapa quando aguentamos a dor. 

2017 é o ano da transmutação, do recomeço clichê, de novos rostos, encontro com meu oposto. Dessa vez não vou de chinelos não. Dessa vez vou de salto alto. O melhor penteado. Really Red nos lábios. Coração na mesa receptivo a qualquer surpresa. Nada de tristeza. Tô super disposta. Pronta pra dobrar as apostas. Já não me falta nada pra ser  feliz. Senhoras e Senhores: Vambora 2017!!!!