A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Vambora 2017




2016 foi tipo uma montanha russa, aquela euforia de subir, subir, subir e no auge da alegria e felicidade despencar lá de cima com aqueles gritos histéricos que a gente solta quando acha que vai morrer, mas incrivelmente não morre. Ao contrário, a sensação é de que estamos mais vivos do que nunca e prontos pra embarcar novamente. Em 2016 testei todos os brinquedos perigosos e me joguei de cabeça nos esportes radicais – figuradamente claro. Minhas emoções oscilaram tanto que cambaleei, desestabilizei, mas descobri um super talento de equilibrista. Agora sei que é preciso bem mais que trapézios ou cordas de aço pra atrapalharem meus malabarismos e despertarem o medo de arriscar. E como arrisquei. E como enlouqueci, no entanto, essa loucura me rendeu inspiração quase que infinita pra escrever textos, textos e mais textos. Alguns deles nunca cheguei a publicar de tão obscuros. Outros expuseram dor e tristeza, assim como os estágios da superação que envolveu a chegada de pessoas surreais de tão especiais que mudaram o meu astral e tudo ao redor. 

Em 2016 fui nutricionista, escritora, cantora, fiz duetos e solos por aí pra muita gente e pra ninguém. Em 2016 não dei a cara a tapa, mas foi o que levei da vida. Os tapas marcaram, doeram, arderam e me ensinaram a ser menos fraca e vulnerável, porém não insensível, aqui dentro teve lágrimas suficientes pra cenas de emoção, takes de medo e um capítulo inteiro de saudades e despedidas. Quantas despedidas. Eu chorei. E vivi. Vivi intensamente. Girei, saltitei, tropecei nas pedras, caí, levantei, me sacudi toda naquela turbulência, mas sabe? Foi assim, desse jeito, com todos esses movimentos bruscos que aprendi a dançar qualquer música, inclusive a que o meu cupido embriagado resolveu tocar quando acertou flechas tortas nos alvos incertos ferrando com meu amor próprio. Então redescobri o amor. O refiz juntando as roupas, os sapatos, a maquiagem, indo compartilhar novas paisagens, respirando novos ares, vendo e sentindo de perto diferentes formas do que pode fazer alguém sorrir. 

No último mês de 2016 limpei a lama dos pés e aproveitei pra me livrar de todo o atraso, não pretendo partir com caneta nas mãos e 365 páginas em branco e escrever sobre as mesmas pessoas dispensáveis. Não. Não mesmo. Tenho planos de independência afetiva. E já comecei. Esse desapego é  motivador. A sensação de liberdade de poder deixar pra trás vícios me torna dona do meu próprio amanhã, de ser mais eu, de adorar o reflexo no espelho seja arrumada com camiseta e calça jeans ou no melhor vestido vermelho. Pra 2017 muita fé. Fé pro que não espero. Fé pro que não planejo. Fé pro total desconhecimento do que quero. Fé pra encarar de peito aberto o que vier pelo caminho e que neste não me falte a crença severa e permanente de que tô pronta pra dar a cara a tapa. Afinal, só damos a cara pro tapa quando aguentamos a dor. 

2017 é o ano da transmutação, do recomeço clichê, de novos rostos, encontro com meu oposto. Dessa vez não vou de chinelos não. Dessa vez vou de salto alto. O melhor penteado. Really Red nos lábios. Coração na mesa receptivo a qualquer surpresa. Nada de tristeza. Tô super disposta. Pronta pra dobrar as apostas. Já não me falta nada pra ser  feliz. Senhoras e Senhores: Vambora 2017!!!!