A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Sua Bagunça Não Combina com a Minha Vida

 
Três passos à frente e ele não me alcançou. 
Embora eu adorasse com o olhar suas inúmeras brincadeiras nunca dei espaço pra fazê-lo entender que o queria – mais que tudo e durante tanto tempo. Eu podia ter dito sim, ter dito vamos, ter dito me leva ou somente que aceitaria ser pra todos aqueles convites que o meu silêncio recusou. O silêncio ou o sorriso eram as únicas respostas que o meu jeito meio tímido sabia dar. Por isso em confissão admito minha culpa. Quem diz na vida inteira não possuir algum arrependimento mente. Perdê-lo para minha falta de atitude causou meu pior remorso. 
Listei todos os defeitos possíveis e inimagináveis na esperança de que isso me fizesse desistir, mas nem o fato dele ter alguém me fez parar. Escrevi textos longos sobre como deixa-lo ir sem sentir saudade ou um vazio imenso. Inventei razões, desculpas, motivos pra ficar ali, perto, ao lado, segurando o pouco que cabia naquele pequeno lugar. Perto dele era como ficar sob a luz sol: Ora me aquecia, ora me queimava. Seus braços e mãos sempre tão confortadores não me protegeram das mudanças resultantes da minha total falta de coragem. Quando menos esperei o jogo psicológico começou e mesmo me julgando experiente, perdi. Ele usou armas perigosas e isso doeu de tal maneira que enfim a um custo altíssimo de surto eu ergui a bandeira branca.     
Tive dias de sumiço e sono. Me desanimei da rotina o que possibilitou pesar o melhor pra mim, toda aquela bagunça não interessava pra minha vida, nem ele sendo meu maior querer no momento justificou tanto desequilíbrio. A grande ajuda que tive veio de defeitos os quais ele mesmo colocou em si. Todo aquele sol virou um iceberg imenso, eu já não queria mais proximidades por saber que todo aquele gelo também seria capaz de me queimar.  

domingo, 7 de junho de 2015

Desculpa Não Ser Ela

Não precisa deixar tudo pelo meu amor.

Insisti em acompanhá-lo quando você me puxou da roda de amigas. Me deixei cair na sua conversa mole de bom moço. Quis te esquecer, mas as músicas daquela banda que você me ensinou a gostar tocavam por toda parte e em todos os lados eu via você. Lembra da camisa do seu time do coração? Sua cara em choque quando me viu vestida foi o primeiro sinal de que você sempre buscou alguém que já havia estado ali. E eu só queria ter mais coisas que me ligassem a você. Em simples gestos como as ligações não respondidas eu imaginei você com outra, mas jamais imaginei que essa outra tivesse ido embora há tanto tempo deixando você pela metade, a metade que você insistia em me dar com seus abraços distantes, seus beijos sem corpo e toques sem alma. 
Não se preocupe, não me senti enganada, seu engano foi tristemente maior, eu podia ver sua ilusão na mão aberta que você nunca fechou como se esperasse ela voltar enquanto minhas mãos esperavam por você. Vai ver que você nem se deu conta do sentimento que criei com o tempo me agarrando a sensações que não existiam e em momentos que só eu guardei como o cheiro do seu perfume que me causava espirros a noite inteira, você surgia impregnado por aquele cheiro em todos os caminhos, então entendi que aquele era o aroma que ela gostava e você se apegava a ideia de que se talvez ela sentisse reconheceria você em qualquer lugar. 
Isso não me magoou. O que me machucou mesmo foi a ironia de ler toda aquela lista de desculpas quando eu já havia descoberto e lido todos os sem-números de textos e textos que escreveu pra ela e percebido que você nunca escreveu um bilhete no dia seguinte.  Eu quis te esquecer desesperadamente. Lutei contra a vontade de te querer e de te procurar depois daquela carta [VOCÊ NÃO É ELA]. Doeu cada frase, cada desculpa, doeu saber que apesar do meu esforço pra ser o melhor pra você nada foi suficiente. No entanto agora é minha vez de escrever e pedir desculpas. Desculpa por ter atravessado sua história, por ter insistido em curar sua separação, por querer cuidar de você, por ter amado você. 
Desculpa por não ser ela.

Por Mais Amores Inventados


Pra ficar poético eu poderia dizer que esbarrei com ele em um pôr-do-sol, mas sem essa, não foi nada disso apesar de tê-lo encontrado como naquelas novelas, tipo coração disparando no momento em que o vi? Mais ou menos isso. A diferença entre tantos clichês é não saber se nosso coração bateu junto ou se o meu coração disparou sozinho com a força devastadora de um amor platônico. Palmas pra mim. Essa mania boba de atirar flechas sem direção é bem minha cara mesmo, e o pior, só acerto nos mocinhos de status namorando, casado, enrolado ou homossexual, bem faz o cupido que deve puxar a ficha inteira do indivíduo antes de sair apontando setas por aí – Imagino ser essa a única explicação para ainda existir amor correspondido nessa vida – Ou essa é só a mentira esfarrapada que conto pra aquele tio chato que sempre diz que sou a encalhada da família e blá, blá, blá. 

 Certo, voltando para parte do meu coração batendo sozinho. Bateu mesmo. Acelerado, tipo o turu, turu, turu aqui dentro e quando ele passa. Mas não foi tão simples assim não. Acredite que pra isso acontecer teve todo um processo básico de análise à primeira vista que incluiu o sorriso, o olhar e um jeito Ú-NI-CO de me fazer sorrir completamente abestalhada, sim, isso mesmo, abestalhada é a palavra que me define quando ele chega perto, abre o sorriso, me olha beeem nos olhos e diz: “Bom Dia”. Todos saem de perto porque meu ego elevado nesse segundo não deixa espaço pra mais ninguém, geralmente eu nem vejo ou ouço alguém nesse momento, acho que ele tem meio que uma áurea em torno de si, entende? Eu só consigo enxergá-lo. Merda! Isso explica mais alguns clichês, como mãos suadas, frio na barriga e um tremelique danado nas pernas. Se posso me dar um diagnóstico baseado nesses sintomas, não tenho dúvidas, estou com Paixonite Crônica Estágio I (risos!). Isso esclarece bem o porquê tagarelo o dia inteiro para as minhas amigas sobre como ele é o ser humano mais lindo que já vi enquanto na presença dele eu viro uma muda universal. 

Ops! Escrevi muda? Ok. É bem verdade que sempre deixo o moço no famoso vácuo, nunca consigo retribuir ou responder quiçá me mexer também (risos!). Mas anota aí, venho trabalhando nisso, todo dia me conserto um tanto por admitir que gosto dele pra ca-ram-ba, na verdade pra ca-ra-leo. Platônico ou não, impossível ou não, se esse gostar tá só aqui desse lado ou não, não IN-TE-RES-SA. O que sei é que tô curtindo pra valer essa paixonite, essa fase de progressão diária me faz sorrir de mim mesma, essa coisa de esperá-lo no corredor como quem não quer nada só pra iniciar o dia com aquele “Bom Dia” me faz cantarolar com orgulho e com um largo sorriso aquela canção que todo mundo já conhece “Eu adoro um amor, um amor...”

É Cazuza, você sabe bem, enquanto o cupido passea com a nossa flecha, a gente vai inventando amores só pra se distrair.