A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

domingo, 7 de junho de 2015

Por Mais Amores Inventados


Pra ficar poético eu poderia dizer que esbarrei com ele em um pôr-do-sol, mas sem essa, não foi nada disso apesar de tê-lo encontrado como naquelas novelas, tipo coração disparando no momento em que o vi? Mais ou menos isso. A diferença entre tantos clichês é não saber se nosso coração bateu junto ou se o meu coração disparou sozinho com a força devastadora de um amor platônico. Palmas pra mim. Essa mania boba de atirar flechas sem direção é bem minha cara mesmo, e o pior, só acerto nos mocinhos de status namorando, casado, enrolado ou homossexual, bem faz o cupido que deve puxar a ficha inteira do indivíduo antes de sair apontando setas por aí – Imagino ser essa a única explicação para ainda existir amor correspondido nessa vida – Ou essa é só a mentira esfarrapada que conto pra aquele tio chato que sempre diz que sou a encalhada da família e blá, blá, blá. 

 Certo, voltando para parte do meu coração batendo sozinho. Bateu mesmo. Acelerado, tipo o turu, turu, turu aqui dentro e quando ele passa. Mas não foi tão simples assim não. Acredite que pra isso acontecer teve todo um processo básico de análise à primeira vista que incluiu o sorriso, o olhar e um jeito Ú-NI-CO de me fazer sorrir completamente abestalhada, sim, isso mesmo, abestalhada é a palavra que me define quando ele chega perto, abre o sorriso, me olha beeem nos olhos e diz: “Bom Dia”. Todos saem de perto porque meu ego elevado nesse segundo não deixa espaço pra mais ninguém, geralmente eu nem vejo ou ouço alguém nesse momento, acho que ele tem meio que uma áurea em torno de si, entende? Eu só consigo enxergá-lo. Merda! Isso explica mais alguns clichês, como mãos suadas, frio na barriga e um tremelique danado nas pernas. Se posso me dar um diagnóstico baseado nesses sintomas, não tenho dúvidas, estou com Paixonite Crônica Estágio I (risos!). Isso esclarece bem o porquê tagarelo o dia inteiro para as minhas amigas sobre como ele é o ser humano mais lindo que já vi enquanto na presença dele eu viro uma muda universal. 

Ops! Escrevi muda? Ok. É bem verdade que sempre deixo o moço no famoso vácuo, nunca consigo retribuir ou responder quiçá me mexer também (risos!). Mas anota aí, venho trabalhando nisso, todo dia me conserto um tanto por admitir que gosto dele pra ca-ram-ba, na verdade pra ca-ra-leo. Platônico ou não, impossível ou não, se esse gostar tá só aqui desse lado ou não, não IN-TE-RES-SA. O que sei é que tô curtindo pra valer essa paixonite, essa fase de progressão diária me faz sorrir de mim mesma, essa coisa de esperá-lo no corredor como quem não quer nada só pra iniciar o dia com aquele “Bom Dia” me faz cantarolar com orgulho e com um largo sorriso aquela canção que todo mundo já conhece “Eu adoro um amor, um amor...”

É Cazuza, você sabe bem, enquanto o cupido passea com a nossa flecha, a gente vai inventando amores só pra se distrair.