A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

domingo, 30 de junho de 2013

Lucky Strike





Ele passa e minha mente inquieta o acompanha. Ele olha e meu coração sente que não haverá outra vez. As mãos dele se distanciam das minhas a cada dia, eu vejo, mas não sinto. Nada. As palavras não me oferecem uma terceira chance e as atitudes há muito deixaram de ser companhia em dias em que me perco no passado do que poderia ter sido e não foi. Eu apenas teria segurado forte. 


Perder o que nos é importante. Eu pensei que não sentiria, não doeria. Mas ele sempre surge nos lugares mais improváveis apenas pra fazer com que eu entregue o resto de dignidade que ainda me resta. Então nego, me recuso a acreditar que é pra ele que peço proteção todas as noites. Sua frieza e indelicadeza parecem ser o suficientes pra me forçar a uma desistência inevitável, o que ainda me mantém presa são as lembranças das conversas, sorrisos e culpa, minha culpa. Eu o deixei ir.  Ele me segura e não prende. Me orienta e me enlouquece. Me chama, mas não me ouve. Tem outros planos. É uma vida nova traçando o passado. Parece emocionante até. E eu assisto apenas pra não partir. Ele não quer me machucar. Mas quer fazer com que eu me arrependa. 


Acredite. Não vejo culpa como arrependimento.  Não há como enganar. É um sorriso lindo. Irônico e ensaiado. Seu olhar em uma dança de boa noite é apenas pra tocar a alma que por egoísmo ele tomou pra si. Jamais adiantou que eu segurasse suas mãos. Sua intenção nunca foi permanecer. Não o deixei ir. Ele quem não me fez ficar. Nunca saberei o que sinto de verdade e o que motivou a escrita desse texto. Odiar amá-lo ou  amar odiá-lo.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Desatando os Nós

Sorte maldita. A espera. Cansável espera. Perdi.  Antes mesmo de ser derrotada por todas as mentiras. Abril. Maio. Fim de Junho. A primeira vista, eu sorria por ser invisivelmente feliz. O primeiro sorriso, eu agradecia a Deus por ter tido uma manhã cheia de bênçãos. A primeira esperança, comemorei e daí por diante me senti uma completa idiota por consentir  ter o que a mim nunca foi ofertado.  Você nunca vai poder compreender a insuportável angustia da culpa por não dizer e por não fazer. Minha covardia, omissão e indiferença deixaram em aberto a oportunidade de falarem e fazerem por mim. 

Eu errei confiando conscientemente. Erros onde "ses" perturbam mais que o medo dos "nãos". Sempre recuando. Nunca avançando por racionalizar minhas vontades impossíveis. Pode me dar de presente a conversa que nunca quis? Porque a crença de que as palavras verdadeiras sem sentimentos poderão ser esclarecidas me desperta e vela meu sono todos os dias. Coragem ainda me falta, mas o impulso de ser bem mais que o silêncio prevalecerá se então permitir. Desgastei a lembrança feliz de ser invisível no momento em que me deixei sentir inverso ao meu desejo mais discreto. Se amo? Pouco tempo pra sentir tanto. 

Se gosto? Tempo suficiente pra não querer sentir mais. Não mostro que o quero. Fuji por três anos sempre me enganando no amor para não sofrer  despedidas. Mas ele me ensinou quando partiu em Dezembro: Gentileza é aceitar a escolha mesmo que não seja a que desejamos.  Sentimento puro de coração não se devolve e nem se exige um final feliz, não é Fabricio Carpintejar? Tudo que eu sinto só pede por uma atitude enfim: Que eu consiga me retirar.



terça-feira, 18 de junho de 2013

Dias de Luta. Mudando o Brasil

Depois de 20 anos na escola, não é difícil aprender todas as manhãs do seu jogo sujo 
Não é assim que tem que ser?
[...] Somos os filhos da revolução 
Nos somos o futuro da nação! 

| Renato Russo - Geração Coca-Cola |


E então fomos à luta! Nos manifestamos porque acreditamos! É chegada a hora do nosso Brasil deixar de ser reconhecido mundialmente por seu futebol e sua política corrupta. Chegou a hora de expressar nossa força, nossa fé na mudança! Chegou a hora de honrar a memória de nosso passado em nome daqueles que foram as ruas tempo atrás rompendo barreiras, preconceitos e injustiças, pintando suas caras e gritando por um país do futuro. 



É a nossa vez! Nossos filhos, netos e bisnetos saberão que fizemos parte da multidão que deixou de silenciar, que fomos às ruas, cada um carregando um pouco dos sonhos de João de Santo Cristo, fomos gritar, mostrar a cara do verdadeiro Brasil e que sim, podemos ainda mudar a fama da nossa pátria amada.

Por nossos antepassados, por tudo que Renato Russo, Cazuza e Raul Seixas, Chorão, meus ídolos, nossos ídolos, ídolos de toda uma geração acreditavam, somos a voz, os filhos da revolução pedindo que dessa vez o Brasil confie em nós! 

Olhem, ouçam, levantem a bandeira, levantem as mãos, gritem, cantem, mostrem orgulho de serem filhos dessa terra, em diferentes lugares, diferentes capitais estamos conectados, de braços unidos, lutando juntos, fazendo a diferença e o mais importante: Mudando o Brasil! 

Dheysse Lima

domingo, 2 de junho de 2013

Sobrevivente

Crio, recrio e destruo tudo da forma que eu quiser. Mesmo que isso exija muito de mim, mesmo que eu tenha que me reinventar todas as vezes. Mesmo que pra isso eu precise perdoar. E ao perdoar me dou o direito de ter de volta tudo o que me foi tirado quando deixei de pensar por e em mim. Eu me devolvo a  felicidade, eu me devolvo um sorriso, eu me devolvo o direito de ser feliz, eu me devolvo o direito de ficar triste, eu me devolvo o direito de chorar. Quando eu quiser!! Por fim, eu me devolvo a mim mesma.

Levanto, insisto, persisto e resisto.
Recomeço e acredito.
Me renovo.
Tudo que estava perdido.
Eu reencontrei.
Aqui está.
Agora, é só se concentrar.
E não retornar.


Dheysse Araújo de Lima