A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Desatando os Nós

Sorte maldita. A espera. Cansável espera. Perdi.  Antes mesmo de ser derrotada por todas as mentiras. Abril. Maio. Fim de Junho. A primeira vista, eu sorria por ser invisivelmente feliz. O primeiro sorriso, eu agradecia a Deus por ter tido uma manhã cheia de bênçãos. A primeira esperança, comemorei e daí por diante me senti uma completa idiota por consentir  ter o que a mim nunca foi ofertado.  Você nunca vai poder compreender a insuportável angustia da culpa por não dizer e por não fazer. Minha covardia, omissão e indiferença deixaram em aberto a oportunidade de falarem e fazerem por mim. 

Eu errei confiando conscientemente. Erros onde "ses" perturbam mais que o medo dos "nãos". Sempre recuando. Nunca avançando por racionalizar minhas vontades impossíveis. Pode me dar de presente a conversa que nunca quis? Porque a crença de que as palavras verdadeiras sem sentimentos poderão ser esclarecidas me desperta e vela meu sono todos os dias. Coragem ainda me falta, mas o impulso de ser bem mais que o silêncio prevalecerá se então permitir. Desgastei a lembrança feliz de ser invisível no momento em que me deixei sentir inverso ao meu desejo mais discreto. Se amo? Pouco tempo pra sentir tanto. 

Se gosto? Tempo suficiente pra não querer sentir mais. Não mostro que o quero. Fuji por três anos sempre me enganando no amor para não sofrer  despedidas. Mas ele me ensinou quando partiu em Dezembro: Gentileza é aceitar a escolha mesmo que não seja a que desejamos.  Sentimento puro de coração não se devolve e nem se exige um final feliz, não é Fabricio Carpintejar? Tudo que eu sinto só pede por uma atitude enfim: Que eu consiga me retirar.