A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Duas Vidas, Dois Amores


... Poucas páginas, mas ainda penso em você. Nem sei se sinto saudades. Depois de tantos anos não existe mais a lembrança do seu rosto ou mesmo daquele sorriso que você me dava toda vez que me via. Ou me revia. Você construiu a vida perfeita longe de mim, eu sempre a olho de vez em quando, é dessa forma que tenho a certeza de que nunca vou vê-lo voltando. Não impeço a minha imaginação: Como seria nossas vidas se você tivesse ficado? O que provavelmente deve soar engraçado.

Você nunca fez questão de ficar. Tudo bem, a frieza que mantive nessa relação foi o que deu forças pra continuar minha vida sem as conversas no fim de tarde e sem os abraços de cumplicidade depois de um dia cheio de trabalho. Você tinha todo o direito de ir embora. Eu jamais poderia evitar, eu sabia desde o começo que não seria pra sempre e não me arrependo. De nada. Depois de tantas conversas nós dois sabemos perfeitamente que você não amará outra mulher da forma que me amou. E eu nunca beijarei alguém da mesma forma que beijei você.



Eu tenho fé na força do silêncio!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Alivio Imediato


As vezes o céu fica cinza quando a chuva cai. Eu sempre rezo com o Gessinger pra que essa mesma chuva me traga Alivio Imediato mediante a qualquer claridão ou escuridão dos meus dias tortos com configurações erradas. Já não sei se sou daqui, da lua ou mesmo do mar vivendo por segundo essa vida que insisto em dizer não ser a minha por parecer que quem a vive não seja exatamente quem sou. Tenho que concordar com aquele livro: "Como se eu já não tivesse sofrimento de sobra, participo voluntariamente de mil pessoas imaginárias, e sinto-os com tanta intensidade como os meus próprios". Deus, onde me encontro? Os lugares que ultimamente visito dentro de mim são cheios de dúvidas, incertezas, medos.

Observo através da janela e então fecho os olhos. Me concentro. Ouço o som da chuva. Sussuro: Que a chuva caia como uma luva, um dilúvio, um delirio, que a chuva traga alivio imediato! 

Sinceramente? Se ela me ouve eu não sei. Eu apenas sei que o céu cinza já não parece me incomodar tanto! Então corro pra rua, seguro forte nas mãos de quem me disse que a condição de alma não depende da idade física que se tem nesta vida. Sorrio! Danço na chuva com esse ser que me ilumina e que sempre me concede a leveza do sentir. Do viver! Sob a chuva me vem a certeza convicta: Não preciso mais fugir! Não há mais medo ou mesmo dúvidas. Tudo se foi. A idéia de que não tenho mais tempo também partiu.

Me deito. Me acalmo pra sentir o equilíbrio se instalando.
Apago a luz.
Então fecho os olhos e sorrio mais uma vez pra agradecer a Chuva, ao Gessinger e ao Ser que ilumina meus dias e que parece sentir quando eu preciso de um amigo pra me acompanhar em uma revigorante dança na chuva.

Living is easy wiyh eyes closed.


*Ele une as quatro estações, une dois caminhos num só
Sempre que eu me vejo perdido une amigos ao meu redor
Talvez ele saiba de cor tudo que eu preciso sentir
Pedra preciosa de olhar! Ele só precisa existir para me completar.

- | Jorge Vercilo| -


domingo, 22 de janeiro de 2012

Entre e Feche a Porta.


Meu mundo. Vou apresentá-lo a você. Ou pelo menos a parte que lhe cabe. Vamos juntar as mãos e passear um pouco pelas minhas emoções. Acalme-se. É tão simples. Entenda. Seus pensamentos e sentimentos estão tão confusos quanto os meus. Não há clareza, não é? Você tenta definir e não consegue. É só você fechar os olhos. Feche os olhos. O que você procura? Gratidão ou Amor? É aqui. Abra os olhos. Você vê? É bem aqui que não consigo me decidir. Por não saber o que você sente fico presa entre o “saia da minha vida” e o “eu vou esperar mais um pouco”. Ouça. Se eu pedir que você saia, eu sei, você vai sair, contra sua vontade, mas vai sair por não querer me machucar. Se eu esperar, será uma escolha minha, sem nenhuma esperança vinda de você.

É verdade. Você tem razão. Ali estou eu. Acordando pela manhã, encarando-me no espelho, ensaiando textos, frases cortantes e tentando interpretar improvisos. E Nada. É só apenas mais um dia em que irei pra cama com a frustração da frase “Por que não consigo?” Tão previsível, não acha? Admita agora, você nem queria vir. Mas não soube dizer não. Você se importa, admita isso também. Importa-se com esse mundo que você não conhecia. E é isso que faz com que você queira ficar. E o meu medo é que seja apenas isso.

Por que me pedir pra olhar em seus olhos? Não é aí que encontro sinceridade. Tome uma atitude sincera e não perca mais tempo. Daqui a algumas horas será tarde demais. E dessa vez, tarde demais pra você. Você pára e olha pra mim. Exatamente. Não posso ir com você. Eu solto sua mão e aponto por onde você tem que voltar. Já conheces o caminho, venha quando decidir ficar, caso contrário, não. Este lugar está bagunçado, preciso arrumá-lo. Por favor, não feche a porta quando sair. Se não houver retornos, haverá chegadas. Sempre.

(Essa é minha decisão).

Agora, é o seu mundo que precisa ser explorado por você.
É a sua vez.
Encontre-se
Decida-se.

Volte...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Para um Cara Estranho

Enquanto permanecia da forma correta, ela continuava a aceitá-lo na sua vida. Por que você tinha que ir lá e desconsertar, desarrumar, revirar tudo? Tava tudo perfeito, se encaixando, tomando forma, se acertando. Quando não é meu egoísmo e orgulho idiota é o seu lado cafajeste e o seu vicio irritante de não saber dizer não para qualquer par de pernas. É prático, estranho, mas eu sei, tá ali, sabe? Você se importa. Tudo bem, eu também me importo, é aquela velha história: Eu brigo, ignoro, finjo, mas acredite beibe, ainda me importo. Não sei lhe dar com você e suas manias irritantes, não sei lhe dar com suas repentinas mudanças de comportamento, mas eu gostaria de tentar, gostaria de entender, compreender, me manter ali. De vez em quando. Por todo o sempre.

Aí lá vem você, pra variar se achando o tal, confiante em estragar o pouquinho de confiança que eu depositei na maior dificuldade em ti. Eu aceitava tudo. Nosso contrato de romance prático nos permitia manter uma relação aberta, sem chiliques, apegos, ciúmes e satisfações. E entre toda essa baboseira inventada só havia uma coisa que eu não tolerava, toleraria, tolero: Desrespeito! De todos os cafajestes insignificantes que passaram pela minha vida, você foi o melhor na arte de fazer isso muito bem. Palmas. E o Oscar de melhor-burrada-em-estado-sóbrio-vai-para: Cara Estranho! O pior de tudo foi ter que manter minhas expressões faciais em estado de não-tô-nem-aí, talvez eu também mereça um Oscar pela minha atuação coadjuvante, você não acha? 

Reconheço. Não sei o que será daqui pra frente. Te excluir da minha vida através de palavras, opa! Isso é fácil! O difícil é olhar pra você e dizer não quando você chega com aquele seu ar carente e me rouba um beijo como quem não quer nada querendo tudo (Mesmo não sabendo o que vai fazer depois com tanto querer da minha parte). Agora procuro coragem, por aí, por todo lugar, nos outros, nele e em mim. Dizem que Coragem, às vezes, é desapego (...). Então, por favor, duas dose pra mim!