A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Doce Saudade

E eu descubro que além de anjo 
Eu posso ser seu amor


É madrugada. Que sentimento é esse sem explicação que invade meu corpo e adentra meu peito sem que eu possa fazer nada tornando refém meu carente coração. Talvez essa sensação seja a falta de notícias, isso tem me deixado cada vez mais aflito causando essa mistura de sentimentos e sensações onde sinto medo e sinto raiva. Medo por não te-lo mais. Raiva por não ter respostas nas inúmeras mensagens enviadas. Mas ainda assim também sinto essa vontade de te cuidar e ter você em meus braços. Sinto falta de você. Sinto esse desejo aumentando dentro de mim. Logo, sinto você aqui. Perto. Ao meu lado. 

A loucura de todos esses sentimentos me deixam confuso, a razão exige que eu tome uma atitude diferente das emoções ditadas pelas vontades do coração, o resultado? Acabo atropelando tudo, dos sentimentos mais puros aos mais insanos que alguém pode imaginar. Sorrio involuntariamente quando entendo que só você tem esse poder sobre mim, quando me me faz sentir leve, quando me faz sentir a energia positiva e a forte emoção do um simples toque de pele quando estamos juntos. Você me permite ir além, me  faz sentir o doce e o amargo da saudade quando me perco dos seus abraços, quando já não sei onde seu caminho vai... Se para perto ou se para longe de mim.

Esses pensamentos me levam ao êxtase quando me encontro como estou agora, parado, jogado sobre a cama, olhando pra esse teto vendo tudo passar na minha mente, não como novela, filme ou algo clichê, mas simplesmente como nossa história, nossos momentos que por mais breves que tenham sidos parecem eternos. Você pode não ter uma definição pra isso, mas eu tenho. Isso é o que eu chamo de Sabor Doce da Saudade, que logo acaba quando alguém que não é você bate na porta do quarto me convidando a sair desse meu submundo.

A dura realidade é aceitar que tudo aquilo eram apenas lembranças e como uma vela debaixo de um copo tem sua chama apagada por falta de oxigênio, tenho o doce tomado pelo amargo da mesma forma. Aos poucos tudo volta a ser como antes e me vejo aqui sem você, algumas vezes, esse "amargo" vem com a solidão e com as lágrimas que lavam meu rosto tentando me consolar, me acalantando em um profundo sono, onde mais uma vez encontro você. Nos meus sonhos.


Texto do meu amigo D'Ângelo Henrique
Colaboração Dheysse Lima
Obrigada pela confiança em me deixar publicar pela primeira vez um de teus textos.