A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

#Compartilhe2016

Janeiro já ta quase aí
Sereno, confiante e cheio de si...


A parte mais legal de receber um ano novo e limpo de braços abertos é a chance que esses 365 dias te dão para recomeçar. Mudar. Sair do mesmo. Ter a possibilidade de fazer tudo diferente. Planejar novas rotas. Refazer a direção. Dia primeiro você tem em mãos a responsabilidade de escrever outra história e de preferência cheia de boas memórias e celebrações. Recordações felizes são o que fazem um ano valer a pena. Saia dessa caixa virtual e vá criar seus momentos perfeitos pessoalmente, viva mais a companhia daqueles que estão ao seu redor e só depois compartilhe a alegria nas redes sociais com quem está longe. Você tem um poder imenso de ser o que quiser. Seja bom. Multiplique o bem. Admiro as pessoas que acreditam que a positividade mora dentro de nós. O pensamento positivo nos empurram, nos dão força e coragem. Pessoas positivas emanam luz. Conquistam sua felicidade, fazem acontecer, não enrolam, sabem o que querem e vão buscar. Essas têm toda a minha atenção. Minha fé. Não ficam imaginando como será, preferem testar a realidade, se valer a pena uma chance a mais é dada, se não valer, já é hora de aprender que até os infortúnios tem o seu valor.


Presente lindo que ganhei da minha amiga oculta
Enfermeira Brenna.
Que cheguem as mensagens do vento!
Posicionei na entrada da minha casa pra receber
2016 com ótimas vibrações.
Abra as portas do seu coração, da sua casa, não tenha medo de deixar velhos sentimentos irem embora.  Paz de espirito é para quem sabe cativar o silêncio e contemplar a natureza. Quando você conseguir o equilíbrio estará pronto  para optar pelas melhores alternativas. É você, apenas você quem pode escolher o lugar onde seus pés estarão mais à vontade e fixá-los em areia movediça não é a melhor opção meu bem. Caminhe sobre o que consegue tocar. Siga em frente. Faça amizades sinceras. E respire sem desconfiar, a maldade não se cria em alma blindada.

Você escolhe dizer sim ou não. Descarte ilusões, não as alimente, ouça mais os seus sentidos, você não precisa daquilo que necessita mendigar para possuir. Liberte-se. Segure firme, entrego a você, é seu este livro novo com 365 páginas onde você deverá viver as mudanças que pode fazer. Qualquer atitude é válida. Aja. Não faça de sua história uma vida de promessas. Realize seus desejos e vontades. A vantagem de um ano novo é poder abandonar os erros no passado que lhes pertence. Quando o relógio apontar a mesma direção dia trinta e um você saberá que não deve deixar mais nada pra depois. Lute. Fé você tem, eu sei.


2016 vem aí, chinelo nos pés, uns trocados no bolso, filtro dos sonhos no ar, receba de Deus os presentes que fazem  você abrir os olhos todas as manhãs: É Espirito. É vida! Agradeça-o e abrace primeiro de janeiro com o seu melhor sorriso. Como diz na canção: “Corre pra varanda e vai ver... Faça sol ou chuva um lindo dia vai nascer no céu em degradê". Consegue ouvir? Já ouço o barulhos dos fogos de artificio. Levante os braços em abraços. Compartilhe alegria. Compartilhe emoções. Compartilhe momentos. Compartilhe o seu melhor ano que começa agora. Compartilhe 2016!
















quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Terceiro Toque: - Alô?



Terceiro toque: - Alô? Sou eu. Entre minha dignidade e orgulho me encontro aqui juntando do chão a coragem que não tenho nessa terceira garrafa de 8%, nem preciso admitir que os dedos me traíram e que prevejo uma ressaca moral amanhã. Nesse caso antes que isso comece a importar me permita aproveitar seu silêncio constrangedor do outro lado para fazer algumas confissões sobre o que me atormenta há tempo demais para calar e sofrer. Tempo demais para encher o ouvido de todos os meus amigos com descrições, definições, suposições, perguntas, respostas e soluções. Parece que espalhei a verdade dos meus sentimentos em cada canto, mas fui covarde demais, fraca demais para demonstrar a você. Por isso ouça com atenção porque essa será a única vez que estarei esclarecendo meus erros e falhas, será essa a última vez em que você ouvirá dizer que sinto muito. 

 Sinto muito por somar as inúmeras oportunidades que me deu e não ter tido a atitude que só ensaiava quando você sumia da minha visão. Sinto pela ausência das palavras, até mesmo de um simples obrigada que ficava preso na garganta quando você iluminava minhas manhãs. Sinto muito pelos meus braços que não envolveram seu corpo em todos os abraços que você tentou me dar. Parece que tudo que dei a você nesse período foram meus sorrisos e estes nunca foram bons em expressar verdades. O ar de ironia só escondia e mascarava minha própria insegurança e vulnerabilidade em saber que alguém estava se aproximando rápido demais, ameaçando atravessar a barreira que me protegia de sentir. Por aqui já passou alguém como você e tudo que ele deixou foi um buraco enorme de promessas não cumpridas entre elas um retorno que nunca aconteceu. Tranquei minha capacidade de amar em um espaço no passado. Consegue entender agora o nível de dificuldade que é para mim demonstrar afetos e carinho? Mesmo que suas intenções compreendessem apenas uma noite e eu cedesse ao meu desejo você se tornaria meu inferno particular. Me questionei se eu estaria pronta, a resposta veio rápida e em sussurros de alerta: Não. 

Sinto muito por ter escondido as mãos quando você estendia as suas. Foi por não querer ser machucada que deixei o frio tomar conta de qualquer que seja o tipo de relação que havíamos construído. No entanto, doeu ver e sentir a distância se aproximando, doeu a ausência dos seus braços, doeu quando pouco a pouco você deixou de iluminar as manhãs, suas brincadeiras se tornaram cansativas e repetitivas por não receberem a resposta esperada. No fim enfrentar doze horas se tornou a minha tão temida bolha infernal. Estava presa ao que eu deveria deixar ir por não ter mais o que esperar. 

 Morri tantas noites e ressuscitei em tantas manhãs que perdi a conta. Essa ligação por ora é a prova de que através dos meus remorsos eu entendi que preciso seguir em frente convivendo com meus arrependimentos o que inclui a ressaca moral do dia seguinte. Acho que agora você entende, não entende? Preciso me despedir, mas não se preocupe, a quarta garrafa não será para afogar lágrimas ou tristeza é apenas para celebrar o alivio de ter libertado da garganta tudo o que você precisava e devia saber. Amanhã eu ressuscito mais uma vez. Ao que pude constatar com tudo isso é que quem acredita em vida após a morte também acredita em vida após o amor. O que se você pensar é quase sempre a mesma coisa.