A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Coisas Que Eu Sei



Ela muda juntamente com as fases da lua acreditando que tem em si inúmeras personalidades. Não gosta do comum, do repetitivo, do constante. Gosta de surpresas, de preferências simples, porém significativas. O importante pra ela é se surpreender. Sobre ela, também sei que gosta de ficar quieta quando tem muito o que pensar. Quando tem muito pra falar prefere gritar em um show de uma banda qualquer. Se fica triste não admite pra ninguém, mas ensaia mentalmente como admitir suas dores pra alguém desconhecido e mesmo quando chora ela sorrir o tempo todo porque acredita que sorrisos atraem a felicidade. Ela tem mania de cantar no chuveiro imaginado que é uma estrela do Rock. Ela canta o tempo todo porque cantar é a forma mais verdadeira que possui de se expressar. Ela tem amigos por toda a parte. Já teve mais, no entanto, não possui o dom mágico de perdoar decepções que pra ela são consideradas indesculpáveis. Ela leva pra sua vida todas as pessoas que encontra. Gosta de ouvir histórias de quem não conhece, de sentir as dores alheias, pois acredita que uma dor pode ser melhor superada se dividida. Tem um amigo que diz que ela cura, mas ele não sabe que toda essa cura fecha suas próprias feridas.

Ela coleciona em uma caixa todos os sonhos que já realizou, mas anota mentalmente os planos que ainda tem pra realizar. Tem mania de se desafiar pra testar seus limites. Por trás de toda essa casca inquebrável guarda um coração puro que jura de pés juntos que só casará com alguém que cantar no ouvido dela Black do Pearl Jam, do mesmo jeito, com toda raiva, dor e sofrimento que Eddie Vedder canta no Pinkpop 1992. Ela dança com constelações, mas espera apenas uma estrela. Já amou tanto e de forma intensa que ainda não conseguiu recuperar a mesma intensidade pra amar de novo. Porém, está sempre tentando e tentando. Não segura outra mão até se se sentir segura, não confia em toques, nem em palavras que não combine com olhos. Não confia em propostas para o futuro. Só no presente. Não gosta de palavras soltas, prefere a escrita ou o som da voz. Ela tem paciência pra esperar, pra não ser, pra ouvir. Não gosta de se sentir presa, não gosta de sentir e quando sente vive fugindo. Tem a mania de sumir e aparecer. Some quando é ameaçada em sentir e aparece quando acha que já não sente mais. Ela sabe que o cara pra ela é o que se fará presente quando ela insistir em desaparecer.  

Ela tem fé. Em si. Nos outros e na força que rege o mundo. Acredita nas boa ações. Não se importa em sofrer, dorme pra esquecer pois Deus em sua bondade e grandeza inspirou aquele escritor a ensiná-la que a manhã seguinte sempre chega pra fazer diferente e quase sempre ela não desperdiça, vai lá e muda tudo. Muda os sonhos, os objetivos, o corte do cabelo, cor do cabelo, a cor das unhas, só não a cor preta das roupas pra balada e o batom vermelho. Ela adora dançar e de preferência sozinha bem no meio da multidão. Quando pede por tequila é porque tem muito pra comemorar ou muito pra esquecer. Quase sempre as duas coisa. Ela é forte. Indecifrável à primeira vista. Tudo que ela guarda não dá pra descobrir de uma só vez. Todas as coisas que eu sei sobre ela resulta de uma convivência longa de 20 e poucos anos e mesmo quando acho que sei tudo, ela insiste em me surpreender.