A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

É Na Hora Da Raiva



Mando embora. Mudo o clima. Cinco minutos depois ligo pra voltar. Peço desculpa. É sempre essa impulsividade falando por mim. Essa insatisfação de ser deixada de lado me deixa impaciente. Nas minhas lembranças havia uma questão maior da parte dele de se fazer presente. A sensação que tenho é a de que me envolvi com duas pessoas diferentes: Uma atenciosa e carinhosa; Outra fria, séria e indiferente. Penso e repenso sobre a melhor maneira de deixá-lo ir.  Me questiono se não seria mais feliz sem alguém que não sabe o quer. Ou quem quer. Então me conformo com o sumiço e sigo a vida sem anéis nos dedos. Abro a porta da oportunidade e deixo a curiosidade no ar.  

Mas ele aparece. Inventa saudade e vem. Engulo os problemas, minha impaciência, a tranqüilidade que não tenho e sem respirar faço de tudo uma tragédia. Fazer o quê se pareço ter o sangue do drama correndo em minhas veias. Tô constantemente trocando de humor. Hora braba, meio risonha e meio sem juízo. Se sou bipolar ainda não sei, mas sei que contudo ele consegue ser paciente nos meus dias de chuva e sol. É aquele olhar sereno que ele encontra perdido no primeiro dia em que o vi que me desmonta inteira e me causa um medo danado de perdê-lo. Não sei pensar antes de agir, desde que me recordo sou estabanada, desastrada de dá dó em relacionamentos abertos e perdidos. É só quando ele está perto que me sinto completa embora meus pés estejam prontos pra partir quando eu não souber mais o que fazer. Por enquanto continuo aqui enlouquecendo ele todos os dias, justificando que meus extremos são para o nós não virar rotina. Não importa o mundo lá fora quando é nos braços dele que adormeço, há nele a paciência que não encontro em mim,  mergulho sem medo por ser mar calmo e ali estou em paz.

Aproveito o perdão silencioso e deixo do jeito que . O tempo conspira a favor. Ele tem seus dias de sumiço. Mas entendi que é um espaço que somente o pertence. Tô respirando fundo, virando do avesso, desfazendo o caos. Enquanto os mesmos olhos os quais eu elogiei uma vez, os quais me encantaram continuarem enxergando em mim o que nem eu mesma vejo eu vou continuar com a certeza de que sempre vai valer a pena voltar atrás, caso contrário, eu mudo, saio sem dizer adeus, desapareço dia após dia. Quando eu resolver deixá-lo de verdade é quando outro se fizer presente no espaço que ele não faz questão de preencher. É aí, nesse segundo que eu não volto nunca mais.


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