A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pra Dizer Adeus



É certo moço, é certo que fiquei seja por boa vontade, por carência ou por cansaço de esperar quem jamais voltaria. Se eu disser que foi inconsciente, você acreditaria? Eu não. Por ser metade também não desejava inteiro. Tinha tanto espaço aqui que seu carinho e cuidado alcançaram meu coração perdido e esse meu jeito torto de gostar, sem perceber te encaixei direitinho na saudade que contruí por você mesmo falando as paredes que não me importava se você desaparecesse na manhã seguinte. Demonstrar afeto é algo que não sei bem como fazer, mas que vinha tentando em passos lentos e despercebidos. Pra quem escolhe sempre o silêncio dizer que sente falta é quase uma prova de sentimento. Mas você precisaria me conhecer pra entender a importância disso. 

É certo moço, é certo que teus olhos me conquistaram, que a gente se encontrou em cada toque, que a gente soube aproveitar o máximo do tempo de nós dois, é certo que contra a minha vontade de não querer ficar, fiquei. Fiquei pra apostar comigo e com o universo que quando dois querem ninguém briga. Fiquei pra entender que não se pode apostar com o universo. Fiquei pra descobrir que no meio do caminho de tantas idas, vindas, finais, nãos e "tudo bem", eu não quis mais. Me senti pequena, miúda, embora quisesse explodir fui contida pelas frases que machucaram. Desliguei. Sumir por uns dias. Tentei de novo. Tentei porque no seu abraço tudo desaparecia, tentei porque teu sorriso me acalmava e o teu olhar por breves momentos me pertencia. Mas nada era seguro. Em um estalo cada detalhe, cada desculpa pra todas as vezes que tentei alcancaram o meu limite. Emudeci e você mais uma você vez fez graça e  não entendeu que ali, naquele segundo, eu desistir. 

Você é livre demais e no fundo eu também. Pensei que eu fosse mais desencanada, mas esse negócio de dividir, compartilhar, de gostar por dois, isso aí não é pra mim não. Reclamo sim que ando solteira, mas compreendi que estar com alguém que não alcança a mesma medida que eu me permite tranquilidade em ficar só. De repente essa coisa toda de ligações intermináveis, de espera,  de tô indo aí, dorme aqui, abraços em público e beijos de olhos fechados não fez mais sentido. Sem reciprocidade isso tudo aí perde a graça. E perdeu. Eu sei, uma mensagem de despedida sempre vai parecer fácil pra quem ler, mas nunca subestime a dor de quem a escreve, não é comodo escolher palavras de adeus quando o sentimento de saudade está espalhado por todo lugar.





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