A Lunática

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vamos Lá, Sorria! O Que Vai... Volta.

Só nos últimos cinco meses eu já morri umas quatro vezes
Ainda me restam três vidas pra gastar.


O tempo nos devolve o que nos tira. Nos dá oportunidades que um dia foram perdidas. Mentira quem diz que só existe uma chance. Palavras guardadas há tanto tempo esperando pela hora certa de serem devolvidas no mesmo tom, o tom de eu-não-me-importo-mais. O tempo atrai essa cena que pode demorar instantes ou eternidade.

Vamos lá, levanta dessa cama, você tá ai com esse nó na garganta, querendo desabafar, jogar tudo na cara daquele idiota que fez tudo o que disse que nunca ia fazer. Você manteve sua postura intacta, tentou uma vez, duas, até três vezes, mas não adiantou, ele nem te deu ouvidos. Se pensa em fugir tire essa idéia da cabeça e chorar também não vai adiantar, certo? Ok. Tudo bem. É necessário algumas noites de insônia pra realmente acreditar que tanta lágrima é só desperdício e apenas mancha o rosto lindo que você tem.

Entendo você dizer que os dias parecem mais meses se arrastando pra passar, cada hora é dolorida e mais dolorido ainda é a chegada do fim de tarde que marcava o começo das noites intermináveis que passaram juntos  e que agora transformaram-se somente no vazio de uma vida que você ainda se pergunta se fez sentido? Se fez tanto assim, te questiono por que o amor foi embora? 

Mesmo bolando estratégias mirabolantes para um reencontro onde você acha que irá fazer as pazes. Esqueça! Eu sei e acredite tentar decidir o que é certo quando ele ainda se mantém permanente na sua mente faz tudo parecer impossível. Pense apenas que já se passou duas semanas,  ele não te procurou e você não morreu. Aceite que de tudo dito por ele ao menos uma frase era verdade, a de que seguiria em frente. Aceite e fique forte. Prove que no fim das contas ele não conhecia a força que existe aí dentro de você.

Cabeça erguida, pés e joelhos firmes, sentidos em equilíbrio pra descobrir todos os defeitos e o restante das traições dele, afinal tudo que precisa é de mais de um motivo pra não querer pegar o maldito telefone e tentar diálogos cheio de desculpas e explicações. Minha cara isso não é responsabilidade sua.

Relaxa, prometo que quando tudo passar e você tiver se sentindo a dona dos seus sentimentos, pensamentos e vontades outra vez, é aí que ele vai voltar. Meio despercebido, tentando chamar sua atenção. Em vão. Vai voltar. Aposto que achará que tudo de bom em você se foi,  que te deixou machucada e que você irá correndo se ele pedir.

Reencontros acontecem em todos os lugares, em um bar, uma academia ou mesmo em um show lotado, não interessa. Ele irá querer conversar e dizer: “Nossa, você já parou pra pensar que vivemos tantas coisas legais?” 

Fique firme. Sorria, no ápice da Felicidade, responda distraída ao máximo: “O quê mesmo? Desculpa não estava prestando atenção e se me der licença tenho que ir. A gente se fala.” O ignore quanto tempo quiser, não se preocupe, esse mesmo tempo que tirou suas oportunidades irá se encarregar de colocar vocês frente a frente e pode ter certeza: Ele fará toda questão de ouvir - calado de preferência - o que você tinha pra falar naquele tempo.

Vai lá mulher!  É a sua vez. Pegue sua chance mesmo que você já o tenha esquecido, não importa. Não seja orgulhosa de não querer falar o que tinha pra falar. Finja que está escutando mentalmente sei lá, que tal Puro Êxtase do Barão Vermelho?  Vá a luta, prometo que a sensação de alivio a recompensará. Agora pode sorrir de tudo isso,  pode rir dele, de você, das situações embaraçosas, do seu sofrimento que até que enfim você concordou comigo que nunca fez sentido algum. Sorria. Isso mesmo. E dá próxima vez que passar por isso é só seguir o roteiro. Ou não.

Boa Garota! Se nenhum amor dura pra sempre, nenhuma dor também... Já dizia Frejat.