A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

sábado, 9 de janeiro de 2016

Bad Romance



Para se tomar certas decisões na vida é necessário silenciar o juízo, o bom senso, a consciência ou qualquer outra coisa que impeça você de fazer suas vontades. Não dá para ficar pensando, raciocinando ou superestimando as consequências. Consequências só importam se você se importar. Tudo depende do quanto você quer. Em algumas situações só isso importa. E como eu quis aquele moço. Tanto quanto eu quis saber o gosto que tinha as sensações de se estar com ele mesmo que fosse por tempo determinado. Para se ter algumas coisas na vida é necessário jogar e não preciso esclarecer que quando se decide por começar algo só há duas consequências: A perda ou o ganho. Por aquele olhar e mãos eu teria apenas uma chance, mas estava disposta a perder tentando tê-los em mim. 

Não planejei passos ou inventei planos. Quando eu não esperei esbarrei na oportunidade. Sabia que com ele eu podia ser quem quisesse, ele nunca saberia sobre as verdades ou mentiras, no entanto ao abrir aquela porta nem eu entendi quando decidi ser tão sincera, talvez ao sentir que nele não havia medo ou indecisão. A conversa desprogramada que fluía me deixou à vontade demais, eu estava prolongando o pouco tempo que tínhamos, eu queria mais mesmo tendo consciência que não foi para me envolver que disse sim. Não acreditava que ele conseguisse ser interessante a ponto de me despertar. Mas foi o que ele fez. Não para me impressionar ou ganhar qualquer recompensa. Aquele ali era apenas ele, um cara esperto, discreto com um sorriso meio sem jeito, riso gostoso de se ver e ouvir. Investi naquele moço um tempo que mesmo contado valeu cada segundo. Por ser intenso agradeci. Por ter sido marcante agradeci. Sorrir contente ao dizer adeus ainda que sem querer realmente sair dali. Precisei de um gole de coragem para ir sem dizer nada. Sem promessas de segunda vista. Sem beijos na testa de despedida. Sem certeza alguma do amanhã. 

Apesar de toda a mágica e dessa doce vontade de reencontrá-lo eu fico com as incertezas, a insegurança e todo aquele frio gostoso na barriga. Para se ter algumas sensações na vida você deve ter os pés no chão, conhecer alguém e gostar de estar com esse alguém não significa que estarão juntos no dia seguinte. Em certos casos como este a única confiança que se tem é a de que não há nada nele que pertença a você. Você não perde o que não tem. Mas ganha lembranças inesquecíveis e uma esperança boba de que para ele tenha sido especial também. Ouvi por aí que se a decisão tomada fez você sentir saudades então você fez a escolha certa.