A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Game Over


Hoje eu tô livre, leve e desapegado.



Amar, amar é fácil, quero ver mesmo é desamar. Puxar seu próprio tapete, levantar a mão e dar tchau para o carinha por quem você doaria seu rim e o seu coração. É minha amiga, sofrer não é pra qualquer um, a barra é de ferro e você não é tão forte. Não a ponto de ignorar seu celular sem ser traída por seus dedos. Pequenos detalhes que fazem a diferença. E esse papo de esqueci, tô melhor, vai passar e todas as frases positivas que negam sua dor são só conversa fiada quando ao final do dia é o travesseiro que aguenta seu choro. No entanto, pensa comigo, enquanto você sabota sua própria rotina o carinhalá de boa refazendo o caminho dele na maior paz e quietude, ignorando suas chamadas e mensagens de texto e o pior, te bloqueando no whatsapp. Eu sei, eu sei, é a tecnologia fodendo com o amor 24 horas por dia. É, mas será se talvez a gente não goste de um sofrimento de vez em quando? Talvez sem o "não" não haveria graça amar. Ser cem por cento feliz como em comerciais da coca-cola e de margarinas me parece perfeito demais e o perfeito além de não saber amar é entediante, incomodo, chato, sem graça e sem histórias pra contar. 

O fato é que gostamos de ser mulher, nos amamos por sermos imperfeitas, inconstantes, loucas, felizes do nosso jeitinho. Adoramos fazer parte do tal sexo frágil - frágil até pode ser, mas covarde não. Leva um tempo pra gente se entender, se aceitar, não é verdade? Você conhece alguém que não sofreu por amor? Toda mulher já pulou de um abismo e se afundou em um amor raso e desesperado, curtiu a fossa sozinha ou chamou os melhores amigos, preencheu seu tempo trabalhando como louca ou decidiu não trabalhar e ir comprar um pote de sorvete, cada uma com sua mania, tem gente que prefere ouvir música triste, relembrar momentos sem se importar com as olheiras do dia seguinte e tem gente que escolhe nem mais música ouvir pra justamente não relembrar e pra essas mulheres chorar não é opção. Palmas pra elas.

No fim, mulher sofre porque sabe que um dia vai acordar e chutar o balde, o pau da barraca, perceber que esgotaram os "se", que a garrafa de tequila acabou, que a ressaca passou, que os olhos inchados não combinam com a maquiagem, que o pagamento por amar demais foi quitado com direito a juros altíssimos e longas parcelas.  Querido, vai por mim, ela vai se decidir, dar um basta nessa frescura toda, excluir seu número, formatar a lista de contatos, ganhar uma promoção no trabalho, ficar mais bela a cada dia, eu poderia dizer que aí meu amigo seria o fim pra você, mas o fim do jogo começou no instante em que ela chutou o balde com você dentro voando da vida dela.

Sorria meu bem. Definitivamente você está livre pra curtir as mesmas noites que sua ex. A diferença é que ela não vai passar a noite de queixo caído por você, e eu com minha limitada sabedoria aposto que será o contrário, sabe como é mulher, não é? Tati Bernadi explicou bem: "Mulher costuma andar em círculos por um bom tempo, mas quando ela decide mudar de caminho, meu amigo aí sim é Game Over pra você e não vai adiantar pressionar reiniciar o jogo porque ou você joga sozinho ou encontra uma idiota inexperiente e de pensamento pequeno pra jogar com você"Mulher pode não ser forte, mas sabe jogar o nível mais difícil do desapego. Amar é fácil. Difícil é desamar. E ela é tão incrível que consegue fazer os dois.