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O que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo, escrevendo pouco - Júlio Dantas

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Quem Vai Dizer Tchau?


I can make tonight forever 
Or I can make it disappear by the dawn [...]

Nunca é sobre começos por aqui. É sobre finais e se eles foram importantes, ou me marcaram o suficiente pra eu escrever sobre arrependimentos - não nesse caso. Essa definitivamente foi a segunda vez que eu me permiti abrir espaço pra alguém insistente o suficiente pra me fazer sorrir e ficar, me permiti abrir os braços e oferecer o mais reconfortável abraço em todas as conversas no tempo infinito que escolhemos nos doar sempre que estávamos juntos. E foram incríveis dois anos e dez meses desde a paixão pelo cabelo rosa até meu último elogio aos olhos mais azuis que eu já vi.

Enquanto eu contar sobre nós dois vou repetir sobre o amor que me devolveu a vida e curou meus machucados sem que eu percebesse, você terá o lugar mais cativo por me devolver com sorriso todas as vezes que eu ameaçava sair pela porta e nunca mais voltar - "quando um não quer, dois não brigam" - e mesmo no fim, sequer brigamos, porque eu me calei quando você entrou naquele avião sem olhar pra trás. Quando percebeu que eu não havia tirado o anel, já era tarde demais, há uma linha que se cruzada, duas pessoas se tornam estranhas da noite pro dia, os créditos desse fim, não vieram na primeira semana de março, mas quando eu acordei no dia nove de abril. Ao final do dia dez, só já havia a marca no dedo médio de um anel que pela minha superstição nunca deveria ser usado no anelar.  

Uma vez, o teu beijo na testa seguiu o ciúme brincalhão dizendo que os donos dos textos aqui tinham sorte de terem sido amados pela minha forma de vê-los. Viver ao seu lado sem os olhos do mundo, foi a forma que escolhi de proteger a minha forma de ter ver dormir e pensar como eu era a mulher mais sortuda do universo ao dizer sim pela segunda vez e ter a certeza que dessa vez o luto não seria meu destino e mesmo que houvesse separação seria pela física, nunca pelas linhas de tempo espirituais, só essa certeza tinha a capacidade de reconectar a parte de mim que deixei desaparecer. Mesmo no meio da multidão, encontrar seu olhar em mim em silêncio, era a promessa cumprida que me deu a sensação de reconexão e eu amaria você somente por isso, mas você me deu tudo no presente e em mais um dia, todos os dias. 

Em retribuição, esse texto embora seja sobre o fim, não fala sobre arrependimentos, mas sobre como através da minha confiança em você, me declarei de olhos fechados, te dei de presente uma das minhas músicas favoritas, fui abrigo nas noites em que acolhi o seu dia cansativo, te contei em carta sobre o os livros da Jane Austen e sobre como eu adoraria cantar as músicas do Roberto Carlos - E cantei em um karaokê fazendo todos ao redor aplaudirem porque era dedicada - outra vez - pra você. Meu lado mais feliz, alegre e romântico foi meu presente especial. E eu faria igual em todas as frações de segundo dessas memórias. 

Os finais são imperfeitos, dolorosos, e tristes, ainda assim, também são necessários, pois não há relações sem ensinamentos, escolhemos portanto aprender e seguir. 

D.

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