A Lunática

Minha foto
Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

E Como Vai Você?


E como vai você? Tempo demais entre nós dois, certo? Por aqui uma tempestade violenta de sentimentos, oscilando sem parar. Foram dias de espera, você soube? Aguardei ali, quietinha, os teus passos, tua mensagem, tua ligação até o último instante de esperança. Acho que ambicionei que todos estivessem errados. Inclusive eu. Eu que tentei manter a mente aberta e dispersa enquanto me pegava olhando de cinco em cinco minutos pra maldita tela do celular. Nada veio. Nenhum sinal. Cega como estava só sabia arranjar desculpas esfarrapadas que justificassem teu silêncio e o teu sumiço. 

Foi na tua volta que engoli meus impulsos, ignorei pequenos toques, não era o combinado, mas o certo. Toda aquela educação disfarçada, eu deveria ter lido você melhor. Quando alguém finge ser o que não é o maior problema é o tempo, só precisou de alguns dias pra mascara ruir e tua personalidade hostil entrar em cena. Não compreendi a tua chateação, a raiva, o sarcasmo barato, a resposta sem gentileza alguma. Apesar da minha espera absurda e idiota eu não questionei, não procurei, não comentei ou cobrei algo. Odiei tanto tua falta de respeito, de consideração e de maturidade. Odiei  porque o ódio foi o sentimento que restou pra que não me sentisse tão burra e patética por ter esperado cavalheirismo de você. 

Você entendeu errado e concluiu mentiras. Não me questionou. Outra em meu lugar teria procurado explicações, ferrado com seus achismos de uma vez, mas quer saber? Esses dez dias me foram presentes, consegui reverter o efeito da rejeição, consegui colocar pra fora a raiva mesmo que pelos olhos ou por palavras, consegui não falar sobre você nem com outros, nem comigo. Você era pra ser aquele moço diferente e não indiferente. Você era pra ser a minha vontade de te rever, de retomar a conversa despreocupada, de piscar e ter um beijo roubado novamente.  Mas você optou por ser alguém desagradável e uma lembrança dolorosa. Hoje é o décimo primeiro dia, você vem e eu imerso em transparência, embora minha consciência esteja clara, limpa, feliz, o meu coração nada mais quer sentir e minha razão decididamente não quer mais ver você.