A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Tão Distante Quanto [...]




Aproveitando esse momento de impulso. Acorda. Eu preciso colocar pra fora, cansei de não dormir, de virar a madrugada fixando o teto, cansei de guardar essa coisa toda aqui dentro, se não desabafar vou implodir, eu juro. Não consigo mais manter em silêncio meus pensamentos, tenho que te contar sobre essa confusão de sentimentos, de como enlouqueço durante 24 horas e não tenho folga de você. Vem, eu ajeito sua gravata, conserto sua vida, me deixa explicar como é difícil respirar sua companhia e não poder tocar sua pele. Me deixa abrir o coração, falar da vontade de segurar suas mãos ou da pretensão de te ligar no meio do plantão só pra te lembrar da minha saudade fácil e de quanto os dias são longos demais quando você desaparece. 

Anda, o café tá na mesa, senta comigo, tem lugar demais sobrando do outro lado, se você não se fizer presente como vou admitir meu tempo de espera onde ridiculamente planejei cada passo de nós dois, inventei nossos encontros, imaginei reencontros onde despreocupadamente confesso o quanto conhecer você revirou e bagunçou toda minha rotina.  Droga, não faz isso de novo, não sai assim, não se despede, não me beija na testa e vai embora como se não tivesse memorizado cada frase minha, não me destrói com esse sorriso que me deixa sempre pra amanhã. 

Volta, conta o porquê de tamanha covardia em não me roubar? O que te impede de me levar? O que te mantêm atrás dessa barreira que já não sei se é pra te proteger ou me proteger de você? Que medo todo é esse que rodeia a sua vontade de ser feliz?