A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Em Memória Amorosa


A primeira vez é uma sensação nova, estranha, você não sabe o que é e nem a importância que tem, sabe somente que aquilo será tão intenso que destruirá você por inteiro, no entanto, será algo único e acredite, fará você feliz. Quando ele me deu o primeiro beijo, meu corpo todo estremeceu, eu não conhecia a sensação, seria impossível reconhecer o que eu nunca havia sentido, uma mistura de medo das expectativas criadas por uma nova relação com o medo de não vê-lo nunca mais, embora no meu coração eu soubesse que a partir dali eu não conseguiria ir a lugar algum que ele não estivesse comigo.  
De fato, o amor foi avassalador, perdemos a medida de quem amava mais por sabermos que o sentimento que tínhamos um pelo outro era tão forte e único que só a morte teria o poder de nos separar. O que no fim por ordem do destino aconteceu. O amor pode ser cruel e te arruinar por anos a fio, sem descanso, sem interrupção, dia após dia e não se enganem, não falo de um amor unilateral onde a causa dos seus infortúnios é o não querer do outro. Eu tô expondo um amor de duas pessoas que fizeram promessas e essas foram quebradas por uma fatalidade angustiante, agonizante e torturante, as lembranças da felicidade plena de dias passados existiam pra que a cada recordação meu coração fosse perfurado por mil agulhas ou pelo menos esta é a comparação que se assemelha a dor que senti. Pra nós não havia certo ou errado, não havia tempo, fizemos nossas regras e vivemos a aventura sob a proteção do silêncio, sabíamos que não haveria escuridão que juntos não pudéssemos transformar em luz. E foi depois de sua partida que vivi minha própria escuridão, porém sem esquecer por um segundo sequer do quanto fui radiante, sorridente e feliz ao seu lado. Sim, estive sozinha por um longo inverno e você sempre será uma parte de mim... E continuarei lhe amando ainda mais por todas as manhãs. 
Mas inesperadamente houve um sinal de alerta e dessa vez reconheci a sensação, meus ossos estremeceram apenas em pensar na possibilidade de reviver os extremos do amor uma segunda vez, não obstante, não pude esconder as batidas descompassadas do meu coração, foi como um sopro de vida frio que ao mesmo instante aqueceu a alma. O medo se fez presente na chance que me deu escolha, a sensação definitivamente não era nova pra mim, aquele homem seria minha salvação ou condenação perpétua, a decisão da insuficiência ou suficiência da dose do amor que experimentei  me faria abandoná-lo ou juntar-me a ele. O amor exordial foi confiado em um primeiro beijo. Esta sensação deve então ser confiada em um primeiro olhar? Pois se não, como explicar a sensação de que se consentido esse sentimento será o meu fim?

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