A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Por Insanidade

Em quase um mês você pode descobrir e se concentrar no que não deseja, pelo menos não conscientemente. O que é importante deixa de ser. O que é alegre já não faz sorrir. Você perde. Se perde. E então, já mesmo consciente você sabe que tudo está errado, que você mesmo perdeu o controle das emoções e do que elas representam, mas não consegue levantar da cama pra tentar mudar, porque parece que até pra tentar sair do próprio desespero você também tem que fazer isso sozinho. 

De dia uma luz te convida a olhar o sol e festejar o amanhã que chega, você sorrir e pergunta ao espelho: Por que não? Posso tentar. Parece que dará certo e o convite é aceito, então saímos, conversamos, sorrimos, interagimos. E Fingimos! É quando a frase “estar em meio a uma multidão e se sentir sozinho” faz todo o alucinado sentido. 

Você se sente melhor em um quarto com seus pensamentos do que tentando fingir que está tudo bem quando não está, mas nem você sabe explicar o por quê. Apenas quer parar de ficar sorrindo e respondendo que tá tudo bem quando perguntam por onde você andou e por que sumiu. É quando eles aparecem, os amigos, eles vêm, visitam, brincam e vão embora, com o tempo eles passam a não insistir mais, a não convidar para eventos, festas, baladas, ou até mesmo pra passeios por companhia, você se tornou a chata que só vive dando desculpas, não há como culpá-los, quem afinal gosta de lutar quando mais ninguém apoia a causa. 

Não dá pra saber se são as preocupações, o desgosto, as discussões, a irritabilidade sem motivo ou a concentração de que nada importa, nem mesmo quem se importa com você. É só o nada. E aí surge a vontade insana de apertar um botão que acelerasse o presente pra um futuro onde você pode saber que a dor foi apenas um incidente, um acidente. Não há como fugir, sabemos, já sentimos tantas dores durante nossa vida, algumas mais fortes, outras nem tanto, mas dor é dor. Dor física, dor emocional, dor inexplicável. Quando há dor não há raciocínio, apenas pensamentos desordenados procurando uma única razão pra não sentir. 

Morte. Parece uma excelente forma, mas não uma razão pra não sentir. Ninguém admite depressão, não há alguém pra acreditar, mas sentir é desesperador, porque você sabe que o único que pode salvar você é você mesmo e por saber que tentar parece não dar certo, você desiste. Só não consegue admitir que desistiu de si. É quando não há nem mais o nada pra sentir. Depressão é como entrar em coma, alguns dizem que quem está em coma pode ouvir quem ama e insistir em lutar pela vida e acordar, outros acreditam que não se consegue ouvir nesse estado e outros nem acreditam que um dia a pessoa que está em coma irá acordar.