A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

| Mudanças |

Esse texto me encontrou! E eu me apaixonei por ele instantaneamente. 
É o meu momento, minha fase. 
Então pedi com todo carinho para  Escritora/Blogueira Maria Fernanda Probst a permissão pra postá-lo aqui, no Jeito Lunático. Fiquei imensamente feliz quando recebi o e-mail dela aprovando esse compartilhamento!
Agora, assim como eu, espero que todos vocês gostem e claro acessem o Blog lindo da Maria Fernanda! É uma dica e tanto! Só clicar no Link!






Viu que mudei tudo, amigo? Dei mais cor e mais seriedade apesar dessa bagunça. Tá tudo diferente, amigo, mudei de forma, mudei de endereço, mudei de nome. É, tinha percebido não? Uma hora tudo muda, amigo. Só as linhas, tu vês?, que continuam as mesmas. Talvez porque os sentimentos não mudam, meu amigo. Talvez porque quanto mais o tempo voe, maior e mais impregnada fique a saudade do lado de dentro, ou talvez porque os sentimentos não se dissipam nunquinha. Eu sempre amei demais, sempre doei demais, apesar dos tapas na cara. ‘to aprendendo, amigo. Com o desenrolar dos dias, eu demonstro menos, eu demonstro pouco e isso me assusta um tanto, pois temo demonstrar à mim, todo esse sentimento. E de tanto esconder, temo esquecer e passar a não acreditar mais nessas coisas de felizes para sempre, de paixão todo dia. Temo misturar os sentimentos, amigo. Me cuida? Me cuida para que os sentimentos não se escondam, me cuida para que eu não confunda as coisas e chame de rotina o que deveria ser amor, ou chame de amor o é que loucura ou chame de loucura o que é tristeza e deixe triste a rotina. Não quero só ver a vida passar, sabe amigo? Então te peço, por favor, me cuida. Não me deixa escapar nessa coisa maluca, não me deixa perder a essência e ser menos eu a cada dia e me dê a chance de me redescobrir – e me redescobrirem – sempre. Toda hora, todo minuto, todo segundinho. ‘tá faltando. Alguma coisa eu sei que ‘tá faltando e não me arrisco te dizer, amigo, porque não reconheço. Espaço, amor, desejo, loucura, dinheiro, tranqüilidade. Alguma coisa, dentre tantas, me falta. Talvez tenha faltado eu. Meu eu... mas to tentando, amigo... você viu que mudei tudo?



| Autora do Texto: Maria Fernanda Probst  |