A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que sou?



Eu com meu enredo de complicações, e ele, como quem não quer nada. Eu lembro que ele me deu "oi" como quem não quer nada, me deu carona como quem não quer nada, me mandou baladinhas românticas como quem não quer nada e eu louca de pavor dele não querer nada até o fim.

Ele avisa que vem me ver com uma frase curta. Pensa em mim? Gosta de mim? Como assim? E nem pede com educação, o insolente já me liga no caminho. É esperto, sabe que se me der tempo, brecha e espaço, imagino um jeito de dizer não.

Ele segura meu rosto com as duas mãos e diz que vai indo. Vai logo! Some pra sempre! Não é assim? Não.

Diz que vai deixar saudade pra matar depois. Ele é esperto. Me injetou vida pra me matar aos poucos, em finais de semana homeopáticos.

Não dá pra ficar parado nessa vida. E agora não tem volta, justamente por não haver, de coração, uma ida.

Então me deito e coloco mais um travesseiro, pra não afundar o colchão e partir a cama com o peso do meu sorriso do tamanho do mundo.

Já não sei se sou gente, contradição, esquizofrênica ou pudim.

(Gabito Nunes)

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