A Lunática

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Belém, Pará, Brazil
Nutricionista. Canta por aí. Escreve sobre o que vë, ouve e imagina. Ela é aquariana, rapaz uma eterna colecionadoras de momentos e de pessoas. Inconstante e com uma personalidade gigante assim como o mar. A diferença é que ela vai, mas não volta.

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que sou?



Eu com meu enredo de complicações, e ele, como quem não quer nada. Eu lembro que ele me deu "oi" como quem não quer nada, me deu carona como quem não quer nada, me mandou baladinhas românticas como quem não quer nada e eu louca de pavor dele não querer nada até o fim.

Ele avisa que vem me ver com uma frase curta. Pensa em mim? Gosta de mim? Como assim? E nem pede com educação, o insolente já me liga no caminho. É esperto, sabe que se me der tempo, brecha e espaço, imagino um jeito de dizer não.

Ele segura meu rosto com as duas mãos e diz que vai indo. Vai logo! Some pra sempre! Não é assim? Não.

Diz que vai deixar saudade pra matar depois. Ele é esperto. Me injetou vida pra me matar aos poucos, em finais de semana homeopáticos.

Não dá pra ficar parado nessa vida. E agora não tem volta, justamente por não haver, de coração, uma ida.

Então me deito e coloco mais um travesseiro, pra não afundar o colchão e partir a cama com o peso do meu sorriso do tamanho do mundo.

Já não sei se sou gente, contradição, esquizofrênica ou pudim.

(Gabito Nunes)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Você Não Se Quebrou

Por Gabito Nunes

Vasos chineses se quebram. Copos de cristal, ventiladores de teto, discos da Tina Turner, se estivermos com sorte. Pessoas nunca, a não ser quando esquecem de olhar os dois lados. Mas emocionalmente falando, não. Quem sou eu pra dar pitaco na sua fossa? Ninguém. Você levou um tombo e tanto, e pronto. Se machucou, ok. Dói, eu sei. Perdeu sua capacidade de amar, verdade. Ou não. Não existem verdades, apenas versões, na minha versão. Sei bem como funciona, quantas vezes já fui dispensado do amor. Muitas. Quis quem não me queria, amei quem enganava, compartilhei unilateralmente, acreditei no sonho hollywoodiano, me quebrei, levantei, desisti, contei mentiras, interpretei. Parece propaganda de telefone celular via rádio estrelada pelo Fábio Assunção, mas é só minha versão daquele trânsito caótico de um amor para outro.

Você não se quebrou, eu não me quebrei. Nascemos com a disposição natural para o amor. Falo por você e eu, não pelos bárbaros da história - Hitler, por exemplo. Sim, não conseguimos imaginar viver sem, sentimos saudade, choramos, compramos discos e livros por impulso, atravessamos sábados com calças de abrigo revisando filmes melancólicos - meus favoritos são "Um Beijo a Mais" ou "A Vida é Bela", produções genuinamente italianas, terra de gente que ama demais. Eu não estava quebrado, foi só uma interpretação, uma versão daquele ato final. Um sonho curto, ruim e mesquinho dentro do meu sonho maior, longo e aberto - apelidado de vida real, existência, a lucidez com suas esquinas e possibilidades. Eu não me quebrei, só atribui importância demais à oscilação momentânea da minha autoestima, valor demais a mim mesmo, pior, ao objeto dessa dependência psicologicamente física. Uma versão demasiado dramática do meu abandono. Fiz da minha vida uma ópera, um livro.

Você continua apto e aberto ao amor. A sede não seca. Se as coisas não aconteceram é porque não aconteceram. Pretensão sua achar que se fechou, que pode decidir, dirigir sua vida. Demita sua analista e olhe pros dois lados. Você só está perpetuando sua primeira experiência sobre o fim, cristalizando a primeira lágrima que caiu, como se tudo aquilo que acabou fosse realmente grande, infinito, definitivo. O amor te feriu como fere uma flecha sem velocidade e impulsão. Ela cai no chão, você junta e enterra no próprio peito. É pena que quer despertar no outro, no próximo, no amado que se foi? Ninguém tem pena de você. Basta nascer para começar a sofrer, tudo é impermanente, não se iluda. O amor é gasoso, invisível, lendário, metafórico, um sonho. E como todo sonho é insólito, não pode ser cadeado em algum outro lugar que não o coração.

Seu coração não quebrou, pelo contrário, é única coisa que ficou intacta. Ele está lá, esperando por outrem. Como o meu, que pulsa melhor que antes. Um dia vou despertar e voltar a me abraçar com a solidão, estou sabendo. Por hora, não. Amanhã. Hoje, sigo sorrindo, chantageado pela minha versão atual. Toda manhã meu sonho acorda dentro de outro sonho.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Até Quando Esperar?


Espero dia-a-dia o momento de te encontrar.
Espero-te nos meus sonhos pequenos, nas minhas emoções maiores. 
No silêncio que no meio da tarde ocupa meu coração, um silêncio pesado, carregado de solidão. 
Espero-te não sei onde, onde eu possa te encontrar. 
Amo-te e não te espero, porque me dói te esperar. 
Posso ter você? Não posso... Por que não posso te procurar? 
Porque nas minhas noites de menina o vento vem me encontrar, porque nas minhas tardes de adulto posso chegar a te esquecer. 
Porque te amo com inocência... 
Porque te odeio sem piedade... 
Porque tudo pode se esquecer... 
Meu pensamento pode até esquecer, mas meu sangue não...
Eu não te procurei, você me encontrou. 
Agora eu te espero e você não vem me encontrar...

(Recitado pelo personagem Thomás na Novela Peróla Negra) 


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Parabéns Maninha (Dheymia)!!!

... Se a tv estiver fora do ar
Quando passarem os melhores momentos da sua vida
Pela janela, alguém, estarei de olho em você
Completamente paranóico...
[Engenheiros do Hawaii]



Nascida no dia 01/06/1986, ela veio ao mundo mostrar suas qualidades e provar que quando se tem um objetivo na vida deve-se correr atrás, lutar, porém com muito estudo.

A Dheymia é uma mulher confiante, decidida, linda, cirandeira bela e, claro, inteligente, sempre com as melhores notas, iluminada por Deus e admirada por todos os seus professores.

Decidiu o que queria da vida muito cedo, concluiu seus estudos, em seguida entrou na faculdade de Administração e logo se tornou funcionaria concursada do Banco da Amazônia.

Hoje completando seus 25 anos e com o pé no altar, ela não se prende ao acomodo. A sabedoria e experiência é sua infinita busca, cada conquista um estímulo pra aprender mais e mais.

Filha de Dona Deleny e neta de Domício e Santana é estudiosa e trabalhadora. Entre uma roda de amigos e uns livros? É! Com certeza ela fica com os livros (risos!).

Mas, porém, contudo e entretanto, se um de seus amigos precisa, ela está ali sem medir esforços, ajudando, pois é companheira pra todas as horas.

Minha irmã! Sou agradecida a Deus pela benção de ter uma amiga e irmã como vc ao meu lado, é claro... você tem seus defeitos, mas afinal quem não tem??

Obrigada por nunca me abandonar, por me orientar, por me dar forças, por me brigar quando é necessário (risos), por ter se mantido ao meu lado quando estava doente.

Eu torço muito por você, por sua felicidade.

Te amuuuu muitoooo!!!

Feliz Aniversário!!!
 

Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem Frajola
Sou eu assim sem você...

[Adriana Calcanhoto]